Um grupo de estudantes de São Paulo ocupa, desde a tarde desta quarta-feira, 25, uma das salas do prédio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), na Praça da República, centro da capital.
O movimento é um protesto contra uma série de medidas da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do secretário Renato Feder, chefe da pasta, para a educação paulista. A Seduc afirma que membros da secretaria tentam conversar com os estudantes, mas que o grupo não estaria disposto ao diálogo.
A mobilização é liderada pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) e reúne alunos de escolas de diferentes cidades do Estado. A estimativa é que mais de 20 estudantes participam do protesto.
Em nota, a Upes afirma que entre as principais reivindicações da manifestação estão o fim da implementação das escolas cívico-militares e a interrupção do fechamento do ensino noturno. Os manifestantes também protestam contra a plataformização do ensino e pela defesa de uma reorganização escolar que respeite a comunidade educacional.
"A ocupação é uma resposta direta às políticas que vêm sendo conduzidas sem diálogo com estudantes, professores e trabalhadores da educação, aprofundando desigualdades e comprometendo o futuro da juventude", afirma a organização no comunicado.
Policiais militares foram mobilizados para negociar com os estudantes e o secretário executivo de Educação, Vinicius Mendonça Neiva, também esteve no local para tentar desmobilizar o grupo do protesto.
De acordo com a Seduc, uma reunião chegou a ser agendada com a Upes no dia 17 de março, mas os estudantes não teriam comparecido. Uma nova conversa foi remarcada para esta sexta, 27, mas a organização resolveu pela ocupação nesta quarta.
As conversas não avançaram e os manifestantes, até as 19h30, permaneciam na sala do edifício. Procurada, a secretaria da Segurança Pública do Estado e a Polícia Militar não se manifestaram. O texto será atualizado caso divulguem posicionamentos.

