Uma livraria independente no Reino Unido chamou atenção ao lançar uma campanha inusitada envolvendo Harry Potter e a Câmara Secreta. A proposta convida clientes a interferirem diretamente em um exemplar da obra, escrevendo, desenhando ou colando mensagens nas páginas.
A ação foi criada pela The Bookish Type como forma de arrecadar recursos para cuidados de saúde voltados à população trans.
Para participar, os interessados pagam uma pequena quantia por página e podem enviar suas contribuições, que serão incorporadas ao livro antes de ele ser leiloado.
Segundo a livraria, a iniciativa busca transformar o gesto simbólico em apoio concreto. Todo o valor arrecadado será destinado a custear tratamentos e cuidados relacionados à afirmação de gênero.
A proposta é apresentada como uma forma de engajamento coletivo, combinando arte, protesto e arrecadação de recursos.
A escolha da obra não é aleatória. A campanha também funciona como uma resposta às posições públicas de J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter, que nos últimos anos esteve no centro de controvérsias envolvendo declarações sobre pessoas trans.
As falas da escritora geraram reações de fãs, ativistas e até de atores ligados à franquia, como Daniel Radcliffe e Emma Watson, que se posicionaram em defesa dos direitos da população trans.
Declarações reacendem debate nas redes
Ao longo dos últimos anos, Rowling utilizou suas redes sociais para comentar temas ligados à identidade de gênero, o que provocou críticas e debates intensos.
Entre os pontos mais discutidos estão questionamentos sobre linguagem inclusiva e posicionamentos sobre políticas públicas voltadas à população trans no Reino Unido.
As declarações dividiram opiniões e impactaram diretamente a relação da autora com parte do público.
Polêmica surge em meio a nova fase da franquia
A campanha também ocorre em um momento estratégico para a franquia. Uma nova adaptação de Harry Potter está prevista para estrear no dia 25 de dezembro de 2026, produzida pela HBO, com participação da própria autora.
Com previsão de oito episódios na primeira temporada, a série pretende adaptar cada livro em um ano, ao longo de aproximadamente uma década. A proposta é explorar com mais profundidade detalhes que ficaram de fora dos filmes lançados entre 2001 e 2011.
A produção é considerada uma das mais ambiciosas da HBO e será comandada pela showrunner Francesca Gardiner, com direção de episódios assinada por Mark Mylod.

