Mãe de Isabella Nardoni faz homenagem nos 18 anos da morte da filha: 'Dia mais difícil da vida'

A vereadora de São Paulo Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabella Nardoni, publicou um vídeo nas redes sociais no último domingo, 29, em homenagem à filha, morta há 18 anos. No depoimento, ela relembra a data da morte e afirma que transformou a dor em propósito na luta contra a violência infantil.

"Uma história foi interrompida, esse foi um dia mais difícil da minha vida, mas uma história que não acabou ali", disse. "Hoje eu entendo que ela deixou um legado muito maior", afirmou no vídeo publicado no Instagram.

No depoimento, a vereadora afirma que passou a enxergar a trajetória de Isabella como um símbolo de conscientização. Segundo ela, o caso ajudou a dar visibilidade a situações de violência que afetam crianças. "Esse legado se transformou, se transformou em luta, se transformou em propósito e se transformou em transformar a vida", afirmou.

Ela também destacou que a memória da filha não está mais associada apenas à dor, mas ao compromisso de combater a violência. "Lembrar dela todos os dias não é de uma forma dolorida, apesar de muito emocionada eu falo isso. É ter que lembrar que a violência, ela tá em tantos lugares, é lembrar que a violência precisa ser uma voz e se ela me deixou aqui para ser essa voz, assim eu vou honrar, porque hoje eu não tô só", disse.

Isabella Nardoni morreu aos 5 anos, em 29 de março de 2008, após ser jogada da janela do 6º andar de um prédio na Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo, onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. Ambos foram condenados em 2010 - ele a 31 anos e 1 mês de prisão, e ela a 26 anos e 8 meses.

O caso teve grande repercussão nacional e se tornou um dos crimes mais marcantes do País. Desde então, Ana Carolina passou a atuar em pautas relacionadas à proteção de crianças e vítimas de violência.

Eleita a segunda vereadora mais votada da capital paulista em 2024, ela tem projetos voltados à proteção de mulheres, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência.

Ana Carolina encerrou a homenagem reforçando o compromisso de seguir atuando na causa. "São 18 anos que eu vou lutar por ela e também por todas as outras crianças", disse.