Casal é preso por venda ilegal de canetas emagrecedoras em Oswaldo Cruz

Itens, conforme a corporação, não possuem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Casal chegou sorrindo na Cidade da Polícia; presa debochou e perguntou se 'estava bonita'
Casal chegou sorrindo na Cidade da Polícia; presa debochou e perguntou se 'estava bonita' -
Rio – Tanan Antony Sant Anna Machado e Laryssa de Souza Gonçalves foram presos em flagrante pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (6), pela venda ilegal de medicamentos emagrecedores, em Oswaldo Cruz, na Zona Norte. Os itens, conforme a corporação, não possuem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em entrevista ao programa 'Bom Dia, Rio', da TV Globo, o casal, que chegou sorrindo na Cidade da Polícia, negou qualquer envolvimento criminoso. Com deboche, a presa chegou a perguntar se "estava bonita" diante das câmeras. 
Nas redes sociais, a dupla, que já vinha sendo investigada, publicava fotos vendendo roupas e perfumes importados. Em seu perfil, Laryssa divulga três empreendimentos, um deles sendo de revenda de luxo. Os produtos, segundo a polícia, seriam falsificados.
 
Segundo a Decon, eles ainda teriam tentado se desfazer de um dos frascos pelo telhado da própria casa, onde foram presos. Os agentes, então, obrigaram Tanan a reaver o produto com a ajuda de um rodo. 
Ao DIA, o delegado Wellington Vieira, responsável pelo caso, esclareceu as acusações pelas quais o casal vai responder: “São crimes contra a saúde pública, as relações de consumo e de falsificação de itens esportivos”.
De acordo com o delegado, quem compra também está cometendo um delito: "É crime de receptação, com pena de 4 anos. Então a pessoa não pode dizer que não sabia, porque para comprar caneta emagrecedora tem que ir numa farmácia, mas ela vai numa rede clandestina, então é um receptador", afirmou. 
"O próximo passo é dar sequência nas investigações. O material que foi apreendido vai indicar a existência de outros integrantes desse esquema, então vamos atrás dos fornecedores, o que é importante também", concluiu.
A prisão, realizada por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), faz parte da Operação “Mounjaro Delivery”, que mira a venda clandestina de canetas que estimulam a perda de peso e de produtos terapêuticos.
Ao longo do dia, os policiais também cumprem quatro mandados de busca no Centro de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.