Rio - A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) elegeu Douglas Ruas (PL) como presidente da Casa e Dr. Deodalto (PL) como segundo secretário, em votação nesta sexta-feira (17). O deputado, que havia sido eleito pela primeira vez há um mês, novamente foi o único a se candidatar ao cargo.
Ruas recebeu 44 votos. Um dos parlamentares se absteve. Dos 70 deputados, apenas 45 participaram da votação. A sessão foi aberta por volta das 11h13.
Ruas recebeu 44 votos. Um dos parlamentares se absteve. Dos 70 deputados, apenas 45 participaram da votação. A sessão foi aberta por volta das 11h13.
"Primeiramente, agradecer a Deus. Hoje é um dia muito importante para o Estado do Rio. Recebo com muito orgulho e com profundo senso de responsabilidade o cargo de presidente da Assembleia. Agradeço a cada um dos senhores e senhoras, deputados e deputadas, que confiaram a mim essa missão, que não é uma missão individual, e sim uma coletiva, construída através do diálogo e buscando sempre as soluções em favor da população", discursou o presidente eleito.
Da galeria, a oposição pediu por "Diretas já!". Sobre as críticas, Ruas afirmou que exercerá uma presidência com diálogo aberto.
"Serei o presidente dos 70 deputados, independente de espectro político, e trabalharei para garantir a prerrogativa de cada mandato. Reconheço que todos que estão aqui, estão pela vontade daqueles que verdadeiramente têm o poder nessa nação, que é o povo. Independente do partido político, todos os que estão aqui foram legitimados pelo povo e terão dessa presidência um diálogo aberto. Estarei sempre atento a todas as demandas. Trataremos a todos sem distinção, para que possam exercer os seus mandatos com liberdade e com todas as prerrogativas que a lei lhes confere", completou.
A eleição, aprovada pela maioria da Casa na última quarta-feira (15), aconteceu quase um mês depois que o deputado foi eleito pela primeira vez para a presidência, em uma votação relâmpago criticada pela oposição e anulada, horas mais tarde, pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A eleição, aprovada pela maioria da Casa na última quarta-feira (15), aconteceu quase um mês depois que o deputado foi eleito pela primeira vez para a presidência, em uma votação relâmpago criticada pela oposição e anulada, horas mais tarde, pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Ao analisar o caso, a Justiça considerou que o processo aconteceu de forma irregular. O entendimento foi de que a escolha do novo presidente só poderia ocorrer após a retotalização dos votos da última eleição para a Casa, realizada em 2022. Essa etapa é necessária depois da perda do mandato do deputado que ocupava o cargo anteriormente.
O procedimento de retotalização foi motivado pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o diploma de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. A cassação ocorreu no âmbito do processo que julgou o desvirtuamento da destinação de recursos da Fundação Ceperj com finalidade eleitoreira. Além de Bacellar, essa ação também declarou a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro e do então presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes.
Após a recontagem dos votos, feita na última terça-feira (14), Renan Jordy (PL) assumiu como deputado na Casa.
Conheça o novo presidente
Bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Pública e servidor concursado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas tem 37 anos. Casado com Mariana Barbosa, ele é pai de um menino.
Ruas é filho de Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo, cidade da Região Metropolitana. No município, ele atuou como subsecretário de Trabalho, entre 2017 e 2018, e superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), entre 2019 e 2020.
Em 2021, assumiu a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo. No ano seguinte, foi eleito deputado estadual com 175.977 mil votos, o segundo mais votado no estado.
Em fevereiro desse ano, Douglas Ruas foi o nome escolhido pelo Partido Liberal (PL) como pré-candidato da legenda ao Governo do Rio nas eleições de 2026.
Palácio Guanabara
O imbróglio no Governo do Estado do Rio começou quando Cláudio Castro renunciou, em 23 de março, com o objetivo de se candidatar ao Senado nas Eleições de 2026. No dia seguinte, o TSE o tornou inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022.
Pela linha sucessória, o vice Thiago Pampolha é quem deveria assumir o cargo, mas ele renunciou ao cargo em maio de 2025 para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Terceiro na linha de sucessão, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também teve o mandato cassado. Com isto, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) assumiu o cargo de forma interina.
Pela linha sucessória, o vice Thiago Pampolha é quem deveria assumir o cargo, mas ele renunciou ao cargo em maio de 2025 para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Terceiro na linha de sucessão, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também teve o mandato cassado. Com isto, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) assumiu o cargo de forma interina.
Como foi eleito presidente da Alerj em sessão relâmpago em março, Douglas Ruas iria assumir o governo interinamente, pela linha sucessória. Com a anulação da votação pelo TJRJ, o cargo de govenrado voltou para Ricardo Couto.
Na noite do dia 27 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin suspendeu a realização das eleições indiretas para o Governo do Rio. O magistrado determinou que Couto seguisse no cargo até que o processo fosse julgado.
A decisão de Zanin foi tomada no mesmo dia em que o próprio STF havia validado a eleição indireta para o governo fluminense, referente à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7942. O ministro afirmou que a decisão deve ser direta, divergente da maioria do Supremo. Ele classificou de Castro como uma tentativa de burlar a Justiça Eleitoral.
No último dia 7, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu ao STF a realização de eleições diretas para o cargo de governador do Rio.
Na noite do dia 27 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin suspendeu a realização das eleições indiretas para o Governo do Rio. O magistrado determinou que Couto seguisse no cargo até que o processo fosse julgado.
A decisão de Zanin foi tomada no mesmo dia em que o próprio STF havia validado a eleição indireta para o governo fluminense, referente à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7942. O ministro afirmou que a decisão deve ser direta, divergente da maioria do Supremo. Ele classificou de Castro como uma tentativa de burlar a Justiça Eleitoral.
No último dia 7, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu ao STF a realização de eleições diretas para o cargo de governador do Rio.
Com todo o imbróglio, o STF iniciou um julgamento no último dia 8 para definir sobre como será o mandato-tampão. Os ministros formaram o placar de 4 a 1 para realização de eleições indiretas. Apesar do parcial já formado, a sessão foi suspensa por um pedido de vista feito por Flávio Dino. Não há data para retomada da análise do caso. Enquanto isso, Ricardo Couto segue como governador.

