Embora a festa ocorra no local há 13 anos, esta é a primeira vez que a organização tem protagonismo indígena. A entrada é gratuita.
Garapirá Pataxó, da equipe organizadora, informou à Agência Brasil que o festival de cultura indígena terá canto, dança, culinária típica, contação de histórias, oficinas de grafismo, de maracá e peteca, além de pintura corporal e artesanato de mais de 50 povos de várias etnias do Brasil.
“[Haverá ainda] muitos rituais de ervas para uma purificação, limpeza espiritual. A ideia é fazer com o público inteiro uma purificação coletiva”, explicou Garapirá Pataxó.
De acordo com Arassari Pataxó, também organizador da feira, o encontro propõe a articulação de saberes e troca direta com o público, a partir de práticas e perspectivas indígenas contemporâneas.
“Será uma excelente oportunidade para a divulgação e propagação da cultura indígena, mostrando a riqueza artística desses povos, criando um momento de reconexão das pessoas com esse ambiente. É o momento em que a população se aproxima dos povos indígenas."
A diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Tania Queiroz, ressaltou a relevância do evento em destacar a cultura indígena nesta edição.
Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que há no Brasil 1,7 milhão de pessoas indígenas. Desse total, 63,25% (1.071.992) vivem fora das aldeias.
Com meio século de existência, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage é uma das principais escolas de arte do Brasil e da América Latina. São mais de 50 cursos em diversas áreas criativas para formação e desenvolvimento dos processos artísticos.

