Rio - A morte da vereadora Luciana Novaes (PT), aos 42 anos, causou comoção entre os políticos do cenário fluminense. Em edição extra do Diário Oficial, a Prefeitura do Rio decretou três dias de luto e destacou a parlamentar no "exercício do mandato ao atuar em prol das pessoas com deficiência, da população em situação de vulnerabilidade e dos idosos".
Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Cavaliere lamentou a morte de Luciana e prestou solidariedade aos familiares e amigos, reforçando que o Rio perdeu "uma grande mulher".
"Luciana foi uma voz firme e necessária na construção de um Rio de Janeiro mais justo e inclusivo. Sua atuação marcada pela coragem, especialmente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, deixa um legado concreto e inspirador para a nossa cidade. O Rio de Janeiro perde uma grande mulher, e sua luta seguirá como referência para todos nós", escreveu.
Pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Paes (PSD) publicou uma foto ao lado de Luciana e ressaltou a trajetória política da vereadora.
"Luciana foi vítima, ainda muito jovem, do cenário de violência que infelizmente tomou conta do nosso Rio. Nunca se entregou ao sofrimento e lutou por sua vida e pela nossa cidade. Meus sentimentos aos amigos e familiares", pontuou o ex-prefeito.
Ainda não há informações sobre a causa da morte de Luciana, na noite desta segunda-feira (27). Em seu terceiro mandato na Câmara Municipal do Rio, ela enfrentava problemas de saúde desde o fim de 2025, quando precisou ser internada em estado grave na unidade de terapia intensiva. Em nota, a Casa descreveu a parlamentar como "símbolo de perseverança e superação".
"A Câmara do Rio manifesta profundo pesar pelo falecimento da parlamentar Luciana Novaes, uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez da sua trajetória um exemplo permanente de luta, coragem e amor ao próximo. Luciana, que tinha 42 anos, foi mais do que uma parlamentar atuante. Foi símbolo de perseverança e superação. Mesmo diante de uma das maiores adversidades que alguém pode enfrentar, encontrou forças para reconstruir sua vida e se dedicar ao serviço público com dignidade, sensibilidade e compromisso com quem mais precisa", destacou.
A deputada federal Benedita da Silva (PT) também homenageou a colega de partido nas redes sociais. "O dia termina cheio de tristeza pela partida precoce da nossa querida Luciana Novaes. Uma mulher incrível, de uma coragem ímpar, que deixa um legado enorme em defesa da nossa população. Neste momento de dor, quero deixar meu abraço apertado a toda a família, amigos e admiradores da nossa Luciana. Ela estará sempre presente nos nossos corações. Que Deus conforte o coração de todos", postou.
O vereador e ex-prefeito Cesar Maia (PSD) relembrou que Luciana se tornou a primeira vereadora tetraplégica do Rio de Janeiro.
"Com profunda tristeza, recebi a notícia do falecimento da vereadora Luciana Novaes. Luciana era uma mulher de fibra rara. Atingida por uma bala perdida aos 19 anos, tornou-se tetraplégica, e respondeu a essa tragédia com uma força de vontade que poucos conseguem imaginar. Formou-se, fez pós-graduação, entrou na vida pública e se tornou a primeira vereadora tetraplégica do Rio de Janeiro", ressaltou.
A deputada estadual Martha Rocha (PDT) pontuou que admirava a força e determinação de Luciana, além de prestar solidariedade às pessoas próximas à vereadora.
"O Rio perde hoje uma voz indispensável. Em 2003, Luciana Novaes, ainda uma jovem universitária, foi vítima de bala perdida e ficou tetraplégica. Mas ela não permitiu que a violência carioca a parasse. Pelo contrário: transformou sua dor em uma luta política incansável pela inclusão. Eu admirava muito seu trabalho como vereadora, sua força e sua determinação", publicou.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano, postou uma foto com Luciana e também destacou o fato dela ter se tornado a primeira vereadora tetraplégica do Rio, em 2016.
"Com profunda tristeza, nos despedimos de uma mulher que transformou sua própria história em luta coletiva. Luciana Novaes não apenas ocupou uma cadeira na Câmara Municipal do Rio, ela quebrou barreiras que muitos nem percebiam. Eleita em 2016, tornou-se a primeira pessoa tetraplégica a integrar o parlamento carioca. E fez questão de usar esse espaço para defender quem mais precisava", afirmou.
Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Cavaliere lamentou a morte de Luciana e prestou solidariedade aos familiares e amigos, reforçando que o Rio perdeu "uma grande mulher".
"Luciana foi uma voz firme e necessária na construção de um Rio de Janeiro mais justo e inclusivo. Sua atuação marcada pela coragem, especialmente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, deixa um legado concreto e inspirador para a nossa cidade. O Rio de Janeiro perde uma grande mulher, e sua luta seguirá como referência para todos nós", escreveu.
Pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Paes (PSD) publicou uma foto ao lado de Luciana e ressaltou a trajetória política da vereadora.
"Luciana foi vítima, ainda muito jovem, do cenário de violência que infelizmente tomou conta do nosso Rio. Nunca se entregou ao sofrimento e lutou por sua vida e pela nossa cidade. Meus sentimentos aos amigos e familiares", pontuou o ex-prefeito.
Ainda não há informações sobre a causa da morte de Luciana, na noite desta segunda-feira (27). Em seu terceiro mandato na Câmara Municipal do Rio, ela enfrentava problemas de saúde desde o fim de 2025, quando precisou ser internada em estado grave na unidade de terapia intensiva. Em nota, a Casa descreveu a parlamentar como "símbolo de perseverança e superação".
"A Câmara do Rio manifesta profundo pesar pelo falecimento da parlamentar Luciana Novaes, uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez da sua trajetória um exemplo permanente de luta, coragem e amor ao próximo. Luciana, que tinha 42 anos, foi mais do que uma parlamentar atuante. Foi símbolo de perseverança e superação. Mesmo diante de uma das maiores adversidades que alguém pode enfrentar, encontrou forças para reconstruir sua vida e se dedicar ao serviço público com dignidade, sensibilidade e compromisso com quem mais precisa", destacou.
A deputada federal Benedita da Silva (PT) também homenageou a colega de partido nas redes sociais. "O dia termina cheio de tristeza pela partida precoce da nossa querida Luciana Novaes. Uma mulher incrível, de uma coragem ímpar, que deixa um legado enorme em defesa da nossa população. Neste momento de dor, quero deixar meu abraço apertado a toda a família, amigos e admiradores da nossa Luciana. Ela estará sempre presente nos nossos corações. Que Deus conforte o coração de todos", postou.
O vereador e ex-prefeito Cesar Maia (PSD) relembrou que Luciana se tornou a primeira vereadora tetraplégica do Rio de Janeiro.
"Com profunda tristeza, recebi a notícia do falecimento da vereadora Luciana Novaes. Luciana era uma mulher de fibra rara. Atingida por uma bala perdida aos 19 anos, tornou-se tetraplégica, e respondeu a essa tragédia com uma força de vontade que poucos conseguem imaginar. Formou-se, fez pós-graduação, entrou na vida pública e se tornou a primeira vereadora tetraplégica do Rio de Janeiro", ressaltou.
A deputada estadual Martha Rocha (PDT) pontuou que admirava a força e determinação de Luciana, além de prestar solidariedade às pessoas próximas à vereadora.
"O Rio perde hoje uma voz indispensável. Em 2003, Luciana Novaes, ainda uma jovem universitária, foi vítima de bala perdida e ficou tetraplégica. Mas ela não permitiu que a violência carioca a parasse. Pelo contrário: transformou sua dor em uma luta política incansável pela inclusão. Eu admirava muito seu trabalho como vereadora, sua força e sua determinação", publicou.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano, postou uma foto com Luciana e também destacou o fato dela ter se tornado a primeira vereadora tetraplégica do Rio, em 2016.
"Com profunda tristeza, nos despedimos de uma mulher que transformou sua própria história em luta coletiva. Luciana Novaes não apenas ocupou uma cadeira na Câmara Municipal do Rio, ela quebrou barreiras que muitos nem percebiam. Eleita em 2016, tornou-se a primeira pessoa tetraplégica a integrar o parlamento carioca. E fez questão de usar esse espaço para defender quem mais precisava", afirmou.
Trajetória de Luciana Novaes
Natural de Nilópolis, Luciana Gonçalves de Novaes nasceu em 5 de junho de 1983. A história pública ganhou notoriedade em 2003, quando cursava Enfermagem na Universidade Estácio de Sá e foi atingida por uma bala perdida dentro do campus do Rio Comprido, na Zona Norte da capital.
O disparo a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica. Na época, o caso comoveu o Rio de Janeiro. Médicos chegaram a apontar chances mínimas de sobrevivência. Contra todas as previsões, Luciana iniciou um longo processo de recuperação e reabilitação.
Após o trauma, retomou os estudos, formou-se em Serviço Social e concluiu a pós-graduação em Gestão Pública. A experiência pessoal se transformou em militância e, posteriormente, em atuação política voltada à acessibilidade, inclusão e garantia de direitos.
Em 2016, foi eleita vereadora pela primeira vez, tornando-se a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira no parlamento carioca. Durante os mandatos, apresentou propostas ligadas à mobilidade urbana acessível, atendimento especializado, inclusão social e políticas públicas para pessoas com deficiência.
Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento da parlamentar.
Natural de Nilópolis, Luciana Gonçalves de Novaes nasceu em 5 de junho de 1983. A história pública ganhou notoriedade em 2003, quando cursava Enfermagem na Universidade Estácio de Sá e foi atingida por uma bala perdida dentro do campus do Rio Comprido, na Zona Norte da capital.
O disparo a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica. Na época, o caso comoveu o Rio de Janeiro. Médicos chegaram a apontar chances mínimas de sobrevivência. Contra todas as previsões, Luciana iniciou um longo processo de recuperação e reabilitação.
Após o trauma, retomou os estudos, formou-se em Serviço Social e concluiu a pós-graduação em Gestão Pública. A experiência pessoal se transformou em militância e, posteriormente, em atuação política voltada à acessibilidade, inclusão e garantia de direitos.
Em 2016, foi eleita vereadora pela primeira vez, tornando-se a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira no parlamento carioca. Durante os mandatos, apresentou propostas ligadas à mobilidade urbana acessível, atendimento especializado, inclusão social e políticas públicas para pessoas com deficiência.
Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento da parlamentar.

