Ação é a maior de combate à corrupção aduaneira no Brasil

As investigações começaram por meio da Corregedoria da Receita Federal, que desde fevereiro de 2022 apura irregularidades no despacho aduaneiro no Porto do Rio. Segundo a Receita, há existência de uma organização criminosa estruturada, composta por servidores públicos, despachantes e empresários que atuavam de forma coordenada, para viabilizar o desembaraço irregular de mercadorias importadas por pagamento sistemático de propina.

Os números apurados evidenciam a gravidade do caso: foram identificadas quase 17 mil Declarações de Importação (DI) potencialmente contaminadas por irregularidades, correspondendo a cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias no período de julho de 2021 a março de 2026, uma das maiores operações de combate à corrupção aduaneira da história recente do país.