Em suma, a denúncia estruturou a organização criminosa em quatro núcleos. Além da liderança encarcerada (Marcinho VP), que exerce controle direto sobre a movimentação de recursos e decisões estratégicas; há o núcleo familiar (Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno), responsável por intermediar a execução das ordens e a gestão de ativos.
Outro núcleo é o de suporte operacional (Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão, e Jeferson Lima Assis), que presta suporte à lavagem de dinheiro e atua como "testa de ferro" para a dissimulação patrimonial.
Por fim; o núcleo de liderança operacional (Doca, Abelha, Pezão, Eduardo Fernandes de Oliveira, vulgo 2D, e Ederson José Gonçalves Leite, o Sam) atua nas comunidades na execução das práticas criminosas, entre elas o tráfico de drogas, sendo seus integrantes responsáveis por receber valores dessas atividades e repassar parte deles ao núcleo familiar.
A denúncia está ligada a uma operação realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na última quarta-feira (29), quando foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados. A ação teve como objetivo reunir provas e desarticular o esquema financeiro da organização.
As investigações indicam que o grupo movimentava grandes quantias em dinheiro e utilizava diferentes estratégias para dificultar o rastreamento dos valores, incluindo a utilização de terceiros e a aquisição de bens de alto valor. O caso agora será analisado pela Justiça, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e eventual abertura de ação penal contra os acusados.

