A Defesa Civil de São Paulo iniciou a demolição de cinco imóveis que foram definitivamente interditados após a explosão registrada no Jaguaré, zona oeste da capital paulista, no início da semana. Segundo o governo estadual, a medida foi solicitada pelas equipes da Polícia Técnico-Científica, que precisam escavar a área em busca de evidências para a perícia que apura as causas do acidente.
Os trabalhos foram iniciados na noite de quinta-feira, 14, quando 112 residências foram vistoriadas. Desse total, 27 permaneceram interditadas, 7 a mais que no dia anterior, e 85 foram liberadas para o retorno dos moradores. As equipes de fiscalização realizam uma nova avaliação nos imóveis interditados.
A vistoria nas casas incluiu uma classificação em cores determinada de acordo com as condições estruturais de cada uma:
. Verde: famílias podem retornar;
. Amarelo: podem retirar os pertences com cuidados;
. Laranja: podem retirar com acompanhamento;
. Vermelho: totalmente interditado
A explosão aconteceu em uma comunidade localizada entre a rua Doutor Benedito de Moraes Leme e a rua Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque. Segundo nota conjunta da Sabesp e da Comgás, duas empresas que atuavam no local quando ocorreu o acidente, a explosão aconteceu durante um serviço de remanejamento de tubulação de água, momento em que uma rede de gás teria sido atingida.
Duas pessoas morreram em decorrência da explosão. Francisco Altino, de 62 anos, estava internado em estado grave no Hospital Regional de Osasco desde o dia do acidente, morreu na quinta-feira. A primeira vítima fatal morreu no dia do acidente. O homem, cuja identidade não foi divulgada, foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros sob os escombros. Uma pessoa permanece internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

