A greve dos rodoviários de Salvador iniciada na madrugada desta sexta-feira, 22, causou impactos no transporte público e dificultou o deslocamento de passageiros nas primeiras horas da manhã na capital. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), os coletivos começaram a sair das garagens apenas após as 7h.
A circulação reduzida ocorreu apesar de uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) que determinava a operação parcial da frota durante a greve. Pela determinação, ao menos 60% dos coletivos deveriam circular nos horários de maior movimento, entre 4h30 e 8h30 e das 17h às 20h, enquanto nos demais períodos o percentual mínimo fixado foi de 40%.
A greve ocorre após impasse nas negociações salariais entre empresários e trabalhadores. Os rodoviários pedem um aumento salarial que combine a reposição da inflação com ganho real de 5%. Já os empresários oferecem uma proposta menor, com reajuste inflacionário e acréscimo real de 2,36%.
Representantes da categoria devem realizar uma nova assembleia nesta sexta-feira antes de participar da rodada de negociação mediada pelo TRT-BA. Diante da redução no número de ônibus em circulação, veículos do Sistema de Transporte Complementar, conhecidos como "amarelinhos", foram colocados em operação para tentar reduzir os impactos da paralisação. A gestão municipal afirmou ainda ter entrado com novo pedido judicial para garantir a circulação mínima dos ônibus.

