Morreu, aos 65 anos, o artista Marcus André, que tinha uma trajetória sólida nas artes plásticas entre o Rio de Janeiro e Nova York. Há uma semana, Marcus havia inaugurado a exposição Eco: Uma Diacronia Litúrgica, que reúne obras suas e da dupla Parvaze & Mayer, na galeria Andrea Rehder, em São Paulo. A morte foi confirmada pela galeria nesta segunda-feira, 1º, e, segundo a instituição, ocorreu por "razão e fator súbito".
"Marcus é, sem dúvida, um expoente na pintura brasileira: um artista de garra e, acima de tudo, de talento exímio", escreveu a galeria em uma nota póstuma publicada no Instagram. "Um pesquisador tenaz e uma mente excepcionalmente sóbria, comprometida com as mais profundas questões que tocavam o cerne do fazer pintura neste século; tendo a fatura como sua natureza expressiva e a matéria como seu lastro e rubrica."
Marcus frequentou cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio, entre 1978 e 1979. Em 1984, chegou a integrar a famosa exposição Como Vai Você, Geração 80?, que também ocorreu no Parque Laje.
Recentemente, algumas de suas obras foram expostas na SP-Arte. O trabalho do artista ainda integra exposições de instituições renomadas, como Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) e o Brazilian American Cultural Institute (BACI), em Washington. Marcus também chegou a representar o Brasil em bienais no México, Cuba, Equador e Japão.
Em março, o artista definiu suas obras como "narrativas orgânicas de traços e linhas, criando espaços mentais de uma natureza/paisagem já totalmente absorvida pela cultura de massa e pela organização social resultante da era pós-moderna industrial".

