Comerciante que teria sido morto pela milícia é enterrado sob clima de revolta

Corpo de Leonel Braga da Silva foi sepultado na quarta-feira (4), no Cemitério de Belford Roxo

Corpo de Leonel Braga da Silva foi sepultado no Cemitério de Belford Roxo
Corpo de Leonel Braga da Silva foi sepultado no Cemitério de Belford Roxo -
Rio - Sob protesto e pedidos por justiça, o corpo do comerciante Leonel Braga da Silva foi sepultado na tarde de quarta-feira (3), no Cemitério de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Uma das linhas de investigação aponta que a vítima acabou sendo executada por milicianos de Nova Aurora, também em Belford Roxo, por se recusar a pagar uma taxa ilegal aos criminosos no valor de R$ 100. 
Nas redes sociais, amigos do comerciante, que tinha um lava-jato em Nova Aurora, se revoltaram com a violência e sentimento de impunidade. "Não podemos baixar a cabeça e permitir que milhares de pessoas continuem sendo ameaçadas e extorquidas por milicianos. Nenhum cidadão deve ser obrigado a pagar para trabalhar, sustentar sua família ou manter seu comércio aberto. Precisamos de justiça, investigação e ação firme contra aqueles que oprimem a população", escreveu um morador. 
Uma vizinha do comerciante comentou que ele era uma homem trabalhador e bastante conhecido no bairro. "Um absurdo isso que aconteceu. Um homem íntegro, trabalhava no lava-jato para sustentar a família. Isso é revoltante", desabafou. 
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso e ouve as testemunhas que podem esclarecer a motivação. Imagens de câmeras de segurança também devem auxiliar na identificação dos envolvidos. Ninguém foi preso até o momento.
Além de administrar o lava-jato, Leonel também trabalhava como motorista, realizando o transporte de grupos de uma igreja de Belford Roxo para passeios aos fins de semana.