De acordo com o delegado Wellington Vieira, titular da Delegacia do Consumidor (Decon), uma academia já foi identificada e o proprietário será intimado para prestar depoimento. "Permitir que esse comércio ocorra no espaço comercial também é um crime", ressaltou Wellington Vieira. Segundo ele, o investigado realizava as entregas diretamente aos clientes. "Ele chegava com uma mochila e vendia para os clientes que eram frequentadores dessa academia."
As investigações também identificaram que Maycon utilizava uma linha telefônica registrada em nome de um idoso com Alzheimer, morador de Campo Grande, que não teria qualquer relação com o esquema criminoso. A polícia investiga como o cadastro foi realizado e não descarta o uso de documentos falsos. "É mais um crime para colocar na conta dele, de falsidade ideológica, porque certamente ele usou documentos falsos para montar esse cadastro", disse o delegado.
A Polícia Civil também apura a possível participação de fornecedores de outros estados. Segundo Wellington Vieira, há indícios de uma conexão com São Paulo. "Ele tinha um contato em São Paulo. Nós estamos tentando identificar essa pessoa lá na cidade de São Paulo".

