Um jovem de 22 anos, morador de Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, morreu depois de dez meses de luta contra as sequelas da intoxicação por metanol. Guilherme Torres da Silva, que se intoxicou em agosto de 2025, morreu no domingo, 14, e foi sepultado na segunda-feira, 15.
A família dele mantinha um perfil nas redes sociais mostrando a rotina de reabilitação após a intoxicação. Segundo a família, o jovem consumiu gin adulterado e, em poucas horas, apresentou sintomas graves e sofreu paradas cardiorrespiratórias. Ele enfrentou mais de 30 dias de internação.
Guilherme fazia acompanhamento para reabilitação motora e neurológica. O jovem, que estava se alimentando apenas por sonda, tentava voltar a andar. Uma vaquinha virtual chegou a ser aberta pela família para custear o tratamento do rapaz.
Em nota, a Autarquia Municipal de Saúde de Itapecerica da Serra informou que o caso de Guilherme foi devidamente notificado e investigado à época dos fatos.
"O paciente foi considerado um caso relacionado à suspeita de intoxicação por metanol, tendo sido acompanhado pelos serviços de saúde durante todo o período de sua internação e recuperação, com as informações oportunamente encaminhadas aos órgãos competentes para investigação", afirmou.
Segundo o comunicado, o caso dele foi notificado em 16 de agosto de 2025 pelo Hospital Municipal M'Boi Mirim, na capital paulista. Sobre a morte, a autarquia explicou que "aguarda o recebimento da documentação oficial, incluindo a Declaração de Óbito e demais laudos pertinentes, para confirmação da causa do óbito e eventual avaliação do nexo causal com o quadro de intoxicação anteriormente investigado".
"Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025", informou. Conforme o boletim mais recente, da segunda-feira, o Estado de São Paulo registrou 12 mortes e 54 casos confirmados de intoxicação por metanol desde 2025.

