A Polícia Civil prendeu, na manhã de ontem, o suspeito de ter planejado a invasão à casa de Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, ocorrida em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no mês passado. A criança morreu depois de ser baleada na cabeça. Marcos Vinicius Moura da Silva, o Marquinho, estava com um mandado de prisão em aberto pelo homicídio de um policial militar.
Durante a investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), testemunhas relataram que a invasão à residência, localizada no bairro Rodilândia, foi orquestrada por traficantes do Comando Vermelho. O objetivo era roubar bens e executar o pai da menina.
A apuração identificou que Marcos Vinicius atuou ativamente para a realização do crime, agindo como autor intelectual e fornecedor de informações logísticas para os traficantes.
Antigo morador da região, o suspeito teria vendido informações à cúpula do tráfico do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, afirmando que o pai de Eduarda seria um importante miliciano de Austin. Ele teria avisado aos traficantes, visando ajudar a política expansionista da facção.
Segundo a Civil, além de indicar o alvo, Marcos foi responsável por fornecer informações sobre a residência e recrutou criminosos para participarem da empreitada. Ao menos quatro homens invadiram o local. Eduarda foi baleada na cabeça, chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu.
A investigação apurou que o suspeito compareceu à residência um dia após a invasão, sob o pretexto de prestar condolências à família. O fato causou estranheza nos pais, pois ele não aparecia na região desde que foi acusado de matar um policial militar, em fevereiro de 2025. O intuito da visita seria verificar o nível de conhecimento da família acerca de sua participação no crime.

