Os eventos estão concentrados em dois polos dentro do setor Floresta da Tijuca, no bairro do Alto da Boa Vista.
Um deles é o estacionamento da Cascatinha Taunay, próximo ao portão de entrada do Parque. Nesta área, estão atrativos naturais, como a Cascatinha Taunay e o poço de banho Job de Alcântara.
As atividades e serviços disponíveis são: trilha histórica com o professor e estudioso da Floresta da Tijuca, Gabriel Sales; aulão de ioga; sessões de massagem rápida; serviços públicos por meio da Prefeitura do Rio, como vacinação, testes rápidos de saúde, aferição de glicose e pressão; Van do serviço 1746, para registrar solicitações, reclamações e sugestões para o serviço público municipal.
O outro polo é a região do Recanto dos Pintores/Meu Recanto, no Centro de Visitantes Paineiras. Idosos e pessoas com mobilidade reduzida poderão fazer passeio de van em pontos como a Vista Chinesa e a Mesa do Imperador. Crianças de até 10 anos poderão usar a pista de mountain bike.
Há também o Alto Portas Abertas, feira artística de empreendedores do bairro Alto da Boa Vista; estande do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente dos Bombeiros do Rio; trilhas guiadas por monitores ambientais e pelo Instituto Moleque Mateiro com diferentes horários de partida; teatro infantil com educação ambiental pelo Instituto Moleque Mateiro; oficina de bioescultura com argila, galhos, folhas, linhas e tecidos.
A programação continua com banho de floresta (vivência meditativa para relaxamento e bem-estar); sessões de Tai Chi Chuan; pintura de rosto temática de animais que existem no Parque; apresentação sobre como lidar com animais peçonhentos; mutirão do Programa de Voluntariado com remoção de espécies exóticas invasoras e plantio de mudas nativas da Mata Atlântica.
História do parque
A data oficial de criação do parque é 6 de julho de 1961. Na época, ele surgiu como junção da maior parte do Maciço da Tijuca, o que inclui as florestas das Paineiras, do Corcovado, da Tijuca, da Gávea Pequena, dos Trapicheiro, do Andaraí, dos Três Rios e da Covanca. O nome original era Parque Nacional do Rio de Janeiro, com 33 km².
Em 8 de fevereiro de 1967, o nome foi alterado para Parque Nacional da Tijuca.
Em 4 de julho de 2004, os limites do parque foram ampliados para 39,51 km² com a incorporação de locais como o Parque Lage, a Serra dos Pretos Forros e o Morro da Covanca.
A ideia de que a região era um patrimônio ambiental e deveria ser protegida, no entanto, é anterior à década de 1960.
Em 1861, ainda no período imperial, áreas da Tijuca e das Paineiras foram declaradas Florestas Protetoras e passaram por um processo de desapropriação de chácaras e fazendas. Havia um desmatamento crescente, provocado pela exploração de madeiras e o plantio monocultor de cana-de-açúcar e de café.
Os vestígios desse período ainda existem no parque: caso das construções e ruínas das antigas fazendas, como a Solidão, Mocke e Midosi.
Um processo de reflorestamento contou com o trabalho de alguns feitores, encarregados, assalariados, mas, principalmente, de 11 pessoas negras escravizadas. Estes últimos eram: Maria, Eleutério, Constantino, Manoel, Mateus, Leopoldo, Sabino, Macário, Clemente, Antônio e Francisco.
Os nomes dos escravizados foram inscritos recentemente em uma placa fixada próxima ao centro de visitantes. Calcula-se que eles tenham plantado mais de 100 mil árvores nativas da Mata Atlântica e restaurado mananciais que abasteciam o Rio de Janeiro, então capital do país.
Uma nova revitalização ocorreu na década de 1940, com a abertura dos Restaurantes Esquilos, Floresta e Cascatinha, a consolidação das vias internas e os recantos e projetos paisagísticos de Roberto Burle Marx.
Serviço
Evento: 65 anos do Parque Nacional da Tijuca
Quando: 11 de julho de 2026
Endereço: Estrada da Cascatinha - Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro - RJ, 20531-590 (acesso pela Praça Afonso Viseu, popularmente conhecida como “Pracinha do Alto da Boa Vista”).
Horário: atividades do evento serão das 8h às 16h.
Mais informações podem ser obtidas pelo perfil do Parque Nacional da Tijuca no Instagram.

