Guerra entre facções deixa cinco mortos em Cordovil

Ônibus foram usados como barricadas e o policiamento precisou ser reforçado

Equipes do 16º BPM  estiveram na localidade para verificar informações sobre confrontos entre facções
Equipes do 16º BPM estiveram na localidade para verificar informações sobre confrontos entre facções -
Rio - Uma guerra entre criminosos nas comunidades da Tinta e do Dourado, em Cordovil, na Zona Norte, deixou cinco pessoas mortas na madrugada deste sábado (11). Pela manhã, ônibus foram usados como barricadas para fechar a Rua Cordovil e o policiamento precisou ser reforçado no local.
Testemunhas afirmam que o confronto começou após traficantes do Comando Vermelho (CV) tentarem invadir a área, dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP) e chefiada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Moradores alegam que entre as vítimas está uma mulher autista, que teve o corpo jogado em um valão. 
Nas redes sociais, relatos apontam que, durante a manhã, um grupo de motociclistas abordaram um ônibus e levaram as chaves, obrigando os passageiros a descerem.

Em nota, a Polícia Militar explicou que equipes do 16º BPM (Olaria) estiveram na localidade para verificar informações sobre confrontos entre criminosos de facções rivais. Mais cedo, em razão da situação, a via chegou a ser interditada.

O policiamento foi reforçado com equipes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom) e permanece intensificado na região. A ocorrência segue em andamento.
Procurada, a Polícia Civil confirmou que investiga as mortes de cinco pessoas, ainda não identificadas. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.
Seis mortos em Magalhães Bastos
Na sexta-feira (10), seis corpos foram levados por moradores à UPA de Magalhães Bastos, na Zona Oeste. As circunstâncias das mortes ainda não estão confirmadas.
De acordo com a Polícia Civil, cinco já foram identificados. São eles: Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães. Todos foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML), onde passarão por exames de necropsia.
Outras diligências também estão em andamento para esclarecer os fatos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
A PM alega que a operação realizada nas comunidades do Jardim Novo, Teixeiras e Santa Maria foi encerrada no final da tarde de quinta-feira (9), permanecendo o cerco policial na região. Disse ainda que, de acordo com o comando do 14º BPM, a unidade não foi acionada sobre a localização de corpos ou feridos na área do Jardim Novo. Posteriormente, tomou conhecimento de que seis corpos teriam sido encontrados por moradores e levados para uma unidade de saúde próxima