Mais de 1,8 mil ampolas de medicamentos irregulares oriundos do Paraguai foram apreendidas na tarde de sábado, 11, durante fiscalização de veículos na Rodovia Presidente Dutra, a BR-116, em Pindamonhangaba (SP). Os remédios interceptados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) estavam no tanque de combustível do carro.
Os produtos apreendidos eram de origem paraguaia e não tinham documentação fiscal, nem autorização dos órgãos sanitários para serem comercializados no País. Entre os produtos apreendidos, estão substâncias usadas para emagrecimento, ganho de massa e crescimento capilar.
De acordo com a PRF, os agentes encontraram 1.775 ampolas de uma substância chamada TG, 52 ampolas de Retatrudita (usado no controle do apetite), 33 ampolas do GHK-Cu injetável (estudado por possíveis efeitos de crescimento capilar e cicatrização), duas caixas de ZPTROP 200 (hormônio de crescimento) e uma caixa de Primobolic (anabolizante).
Segundo a polícia, no veículo estava um casal que havia saído do Grajaú, na capital paulista, com destino ao Rio de Janeiro. Eles relataram que compraram as substâncias para revender. Os dois foram levados para a delegacia da Polícia Federal de São José dos Campos (SP) para prestarem esclarecimentos.
O que é o GHK-Cu?
O medicamento é associado à regeneração da pele, cicatrização e até modulação genética. Ele tem sido divulgado principalmente nas redes sociais. O peptídeo, entretanto, segundo estudos, teria apresentado resultados em aplicações tópicas. A versão injetável não é aprovada pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso humano.

