A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 15, uma operação contra um grupo suspeito de lavar dinheiro por meio de plataformas de apostas online clandestinas, as chamadas bets.
Batizada de Operação Slots, a ação contou com o apoio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória (ES), em seis Estados: Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram após informações preliminares apontarem que um grupo criminoso praticava lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
No decorrer das diligências, contudo, a PF identificou que o grupo operava por meio de plataformas de apostas on-line clandestinas e de empresas intermediadoras de pagamento apontadas como responsáveis por "receber, movimentar e dispersar os recursos obtidos com a atividade ilícita". Além disso, influenciadores digitais eram usados para divulgar as bets.
A Polícia Federal afirma que os sites de apostas não tinham autorização para funcionar em território nacional e ainda utilizavam, de forma indevida, símbolos gráficos, selos ou referências visuais relacionados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), do Ministério da Fazenda, e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).
A falsa aparência de uma plataforma legítima criava uma "falsa aparência de regularidade perante os consumidores", disse a PF. O dinheiro dos apostadores era direcionado a pessoas jurídicas que não têm autorização para explorar a atividade e apresentavam características de empresas de fachada.
Outro indício encontrado pelos investigadores que levou à deflagração da operação foi a evolução patrimonial dos envolvidos, considerada incompatível com a capacidade econômica declarada pelos investigados.
Além da prisão de dois investigados, a polícia promoveu o bloqueio de bens e valores estimados em R$ 951.140.294, além do sequestro de um imóvel e de veículos de luxo.
Os nomes dos alvos da operação, bem como dos sites irregulares e das empresas intermediadoras que teriam participação no esquema fraudulento, não foram informados. Por isso, não foi possível localizar as defesas.

