Estúdio de Justin Baldoni terá de indenizar o 'New York Times' em 171 mil dólares

A disputa judicial entre Justin Baldoni e o The New York Times ganhou um novo capítulo. A Wayfarer Studios, produtora cofundada pelo ator e diretor, foi condenada pela Justiça de Nova York a pagar 171,6 mil dólares (cerca de R$ 878 mil na cotação atual) ao jornal norte-americano após perder uma ação por difamação relacionada à cobertura das acusações feitas por Blake Lively durante as gravações de É Assim que Acaba.

A decisão representa mais uma derrota judicial para o estúdio no caso que movimentou Hollywood nos últimos dois anos. O valor da indenização corresponde aos honorários advocatícios gastos pelo The New York Times para se defender da ação, conforme prevê a legislação anti-SLAPP do estado de Nova York, criada para coibir processos considerados infundados e que tenham como objetivo intimidar ou silenciar veículos de imprensa.

O embate começou após o The New York Times publicar, em dezembro de 2024, uma extensa reportagem sobre as denúncias apresentadas por Blake Lively contra Justin Baldoni. A atriz acusou o diretor e protagonista de É Assim que Acaba de assédio sexual, comentários considerados inadequados durante as filmagens e de promover uma suposta campanha para prejudicar sua imagem pública após as denúncias.

Em resposta, Baldoni, a Wayfarer Studios e outros envolvidos processaram o jornal por difamação, invasão de privacidade e outras alegações, pedindo uma indenização de 250 milhões de dólares (R$ 1,28 bilhão). Os autores sustentavam que a publicação teria apresentado informações de forma parcial e retirado mensagens do contexto para favorecer a versão da atriz.

No entanto, a Justiça rejeitou o processo, entendendo que a reportagem tratava de um tema de interesse público e estava protegida pelas garantias legais relacionadas à liberdade de imprensa.

Indenização foi reduzida pela Justiça

Após o arquivamento da ação, o The New York Times solicitou o ressarcimento dos custos jurídicos, apresentando uma cobrança superior a 181 mil dólares (R$ 926 mil). O juiz Gerald Lebovits, da Suprema Corte de Nova York, analisou os valores e decidiu reduzir parte das despesas apresentadas, fixando a indenização em 171,6 mil dólares (R$ 878 mil).

Na decisão, o magistrado concedeu julgamento sumário favorável ao jornal e determinou que a Wayfarer Studios arcasse com os honorários advocatícios, conforme previsto na lei anti-SLAPP, mecanismo jurídico utilizado para impedir que processos sem fundamento sejam usados como forma de intimidar jornalistas e empresas de comunicação.

Jornal comemora decisão

Após o resultado, um porta-voz do The New York Times afirmou que a decisão reforça o objetivo da legislação.

"Estamos muito satisfeitos com a decisão do tribunal. A lei anti-SLAPP foi criada justamente para combater esse tipo de processo sem fundamento movido com o objetivo de silenciar a imprensa", declarou o representante do veículo.

Até a divulgação da sentença, a Wayfarer Studios não havia comentado oficialmente a condenação.

Disputa entre Baldoni e Blake Lively chegou ao fim

Embora a ação contra o jornal tenha sido encerrada com a condenação da produtora, o conflito principal entre Justin Baldoni e Blake Lively também teve um desfecho neste ano.

Após mais de um ano de disputas judiciais, os dois chegaram a um acordo que evitou a realização de um julgamento civil. Antes disso, a Justiça já havia descartado boa parte das acusações apresentadas no processo, restando apenas questões relacionadas à quebra de contrato e retaliação, que deixaram de avançar após o entendimento firmado entre as partes.

Apesar das polêmicas que marcaram os bastidores da produção, É Assim que Acaba, adaptação do best-seller de Colleen Hoover, tornou-se um sucesso mundial de bilheteria, arrecadando cerca de 350 milhões de dólares (R$ 1,79 bilhão) nos cinemas e consolidando-se como um dos maiores lançamentos de 2024.