Atlas/Bloomberg: No 2º turno, Lula tem 49,2%, e Flávio Bolsonaro, 42,9%

Senador lidera rejeição, com 52,9%, seguido do presidente, com 49,4%

No primeiro turno, Lula tem 44,9% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro registra 35,8%
No primeiro turno, Lula tem 44,9% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro registra 35,8% -
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue com vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. De acordo com pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 29, o atual presidente tem 49,2% das intenções de voto contra 42,9% do pré-candidato do PL em um eventual segundo turno. A diferença é de 6,3 pontos porcentuais a favor do atual presidente.

Tanto Lula quanto Flávio oscilaram dentro da margem de erro de um ponto porcentual para mais ou para menos. Na pesquisa do mês passado, o petista tinha 48,8% contra 42,3% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pesquisa também indica vitória de Lula contra todos os outros candidatos testados em cenários de segundo turno.

O presidente tem 48,2% contra 38,9% de Ronaldo Caiado (PSD); 48,6% contra 39,6% de Romeu Zema (Novo); 47,6% contra 30,2% de Renan Santos (Missão); e 48,8% contra 42,5% da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Primeiro turno
No cenário de primeiro turno, Lula registra 44,9% das intenções de voto, seguido de Flávio com 35,8%. Na rodada anterior, o petista tinha 46,3% e o senador, 36,6%.

Neste caso, não é possível comparar os dois resultados porque a lista de candidatos apresentada aos eleitores não é a mesma - o levantamento atual não conta com Aécio Neves (PSDB) nem Joaquim Barbosa (DC).

Na terceira colocação, Renan Santos registra 7,8% das intenções de voto. Caiado (3,1%), Zema (2,8%), Samara Martins (2,1%) e Augusto Cury (1,6%) estão empatados tecnicamente.

Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) pontuaram abaixo de 1%. Indecisos são 1% e brancos e nulos, 0,6%.

Rejeição
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre quais políticos eles não votariam de jeito nenhum. O mais rejeitado é Flávio Bolsonaro, com 52,9%. Lula é o segundo da lista, com 49,4%.

Na sequência, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 42,6% de rejeição, Michelle Bolsonaro, com 39,2% e Renan Santos, citado por 38% dos entrevistados. A rejeição a Zema é de 37,7%, seguido de Caiado, com 33,3%.
Aprovação de Lula e avaliação do governo
A pesquisa também aponta estabilidade na aprovação de Lula. De acordo com o levantamento, 47,6% dos entrevistados aprovam o desempenho do petista, enquanto 51,2% o desaprovam. Outros 1,2% não souberam responder.

Na comparação com a rodada anterior, a aprovação oscilou de 46% para 47,6%, enquanto a desaprovação passou de 52% para 51,2%. Apesar da redução, o porcentual de eleitores que desaprovam Lula segue 3,6 pontos acima do grupo que aprova sua atuação.

A avaliação do governo também permanece predominantemente negativa. Na comparação com a rodada anterior, a avaliação ótima ou boa do governo caiu de 40% para 37,9%, enquanto a ruim ou péssima oscilou de 48% para 49,3%. A parcela dos que consideram a gestão regular passou de 12% para 12,7%.

Ao Broadcast Político, o chefe de Análise Política da AtlasIntel, Yuri Sanches, explicou por que a aprovação de Lula oscilou positivamente, enquanto a avaliação ótima ou boa do governo recuou. Segundo ele, parte dos entrevistados aprova o presidente com ressalvas e, por isso, classifica a gestão como regular quando dispõe de mais opções de resposta.

"Há pessoas que mantêm certo ceticismo ao avaliar o governo e o consideram regular em uma pergunta com mais alternativas. Já em uma questão binária, a inclinação positiva pesa mais e leva esses entrevistados a optar pela aprovação, e não pela desaprovação", afirmou.

A percepção sobre o governo também varia de forma significativa entre os diferentes segmentos do eleitorado. A avaliação ruim ou péssima chega a 56,2% entre os homens, ante 43% entre as mulheres. Entre os eleitores com idade de 25 a 34 anos, a taxa é de 61,8%, enquanto cai para 36,8% entre aqueles com 60 anos ou mais. Nesse último grupo, 54,2% avaliam a administração como ótima ou boa.

Por região, o Nordeste é o único local em que a avaliação positiva supera a negativa: 60,6% consideram o governo ótimo ou bom, e 30,4%, ruim ou péssimo. No Sul, por outro lado, 67,7% classificam a gestão negativamente, ante 21,4% que fazem uma avaliação positiva. A avaliação ruim ou péssima também predomina no Norte, com 61,4%; no Centro-Oeste, com 56,7%; e no Sudeste, com 51,2%.

Entre os evangélicos, 73,7% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 20,2% o avaliam como ótimo ou bom. Entre os católicos, a percepção negativa atinge 47,1%, e a positiva, 42,6%.

Medo e preocupação
O levantamento ainda contou com a seguinte pergunta: "Pensando no futuro do País no contexto das eleições presidenciais deste ano, qual dos seguintes resultados possíveis te causa mais medo ou preocupação?". Para 46,6%, a maior preocupação é a eleição de Flávio Bolsonaro, enquanto que para 44,6% é a reeleição de Lula. Outros 8,7% disseram que ambos os resultados os preocupam igualmente, e 0,2% não souberam.
O instituto ouviu 5.021 eleitores entre os dias 22 e 27 de julho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.