A próxima exposição de moda associada ao Met Gala, em Nova York, será dedicada a um estilista conhecido pelo talento singular e pelo escândalo que lhe custou um dos cargos mais prestigiosos da indústria da moda: John Galliano. O estilista britânico foi diretor criativo da Christian Dior por quase 15 anos, no auge do mundo da moda, até fazer uma série de comentários antissemitas e racistas, em 2010 e 2011, que levaram à sua condenação em um processo por antissemitismo.
Galliano retomou a carreira em 2014, quando foi contratado pela maison parisiense Maison Margiela. Agora, ele se torna o terceiro estilista vivo a ser tema de uma exposição individual no Costume Institute do Metropolitan Museum of Art. Galliano e suas criações devem inspirar um dos tapetes vermelhos mais observados dos últimos anos no Met Gala de maio de 2027.
"Além das extraordinárias realizações criativas de Galliano, a exposição tratará da conduta ofensiva que alterou profundamente sua carreira e a forma como ele passou a ser visto pelo público", afirmou o museu em comunicado divulgado na sexta-feira. "Ao fazer isso, a exposição refletirá sobre como as conquistas artísticas devem ser compreendidas em conjunto com a responsabilidade ética."
Ainda assim, os organizadores agiram com cautela durante o planejamento, fazendo reuniões com líderes da comunidade judaica de Nova York para avaliar as impressões deles, informou o museu. Participaram dos encontros o curador Andrew Bolton, Galliano e Anna Wintour, editora da Vogue e responsável pela concepção anual do Met Gala. AP
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

