Agro em Campo se consolida como referência no jornalismo do agro

Dois anos depois da estreia, o portal de agronegócio aparece entre os mais acessados do país, virou mídia partner de entidades do setor e ganhou espaço no vácuo deixado por veículos tradicionais

Portal chega a 2026 com audiência acima de veículos tradicionais, presença nos principais eventos do calendário e cobertura ampla de comércio exterior
Portal chega a 2026 com audiência acima de veículos tradicionais, presença nos principais eventos do calendário e cobertura ampla de comércio exterior -
O Agro em Campo, chega ao segundo ano de operação como um dos endereços mais procurados por quem acompanha o setor no Brasil. A audiência do site supera hoje a de referências consolidadas na produção de conteúdo rural, como o portal da Embrapa, por exemplo.

O crescimento coincide com um rearranjo do mercado de mídia especializada em agro. Em 26 de março de 2026, o Estadão descontinuou o Agro Estadão e transferiu a cobertura do setor para a editoria de Economia, no jornal e no site. A decisão tirou do ar uma das marcas verticais mais reconhecidas do segmento e redistribuiu uma audiência que estava concentrada ali há anos.

Como o Agro em Campo virou um dos portais de agronegócio mais acessados

A proposta editorial do Agro em Campo parte de um diagnóstico simples: o produtor, o técnico e o executivo do agro têm acesso a muita informação técnica e a pouca informação técnica bem escrita. O portal trabalha nessa faixa. Trata de safra, crédito rural, defensivos, genética, logística e comércio exterior sem terceirizar a explicação para o leitor e sem transformar cada texto em relatório.

Essa combinação: apuração técnica com leitura leve, é o que sustenta a permanência da audiência. Reportagens sobre temas complexos, como formação de preço de commodities ou regulação ambiental, saem com o mesmo cuidado de linguagem de uma matéria de comportamento. O leitor que não é agrônomo entende. O que é agrônomo não se sente subestimado.

O portal também investe em pauta própria em vez de repercussão. Boa parte do conteúdo nasce de entrevistas com pesquisadores, economistas, representantes de entidades e produtores, e não de releases redistribuídos à imprensa.

"Crescer nesse ritmo quer dizer que mais gente está tomando decisão com base no que a gente publica. Isso muda o peso de cada linha. O produtor que lê uma reportagem nossa sobre preço de café pode estar decidindo se vende hoje ou se espera mais uma semana. Nossa responsabilidade é com essa decisão, sem deixar de lado a importância da dona Maria, na outra ponta, que toma e paga por esse café", diz Thiago Feitosa, CEO do Agro em Campo.

Tarifaço dos EUA: a cobertura que ampliou a relevância do portal

O salto mais visível de relevância veio da cobertura das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O tema atingiu em cheio cadeias de exportação como café, carne bovina e frutas, e derrubou uma pergunta no colo de milhares de produtores e exportadores: o que acontece com o meu contrato agora?

O Agro em Campo respondeu essa pergunta em série. Em vez de publicar apenas o anúncio das medidas, o portal abriu espaço para exportadores, cooperativas, advogados de comércio exterior e economistas discutirem efeito sobre margem, renegociação de contratos e redirecionamento de embarques para outros mercados. Foi cobertura de consequência, não de manchete.

O resultado apareceu no tráfego e na citação por outros veículos. Para um portal de dois anos, ser fonte em vez de repercussão é o atalho mais rápido para autoridade no segmento.

Mídia partner: parcerias com Cecafé e eventos do setor

A construção de marca do Agro em Campo passou por parcerias com as entidades que organizam a agenda do agronegócio brasileiro. O site atuou com apoio de mídia (media partner / apoio institucional) em importantes eventos do setor do agronegócio, com destaque para a cobertura estratégica e institucional do 10º Coffee Dinner & Summit (realizado em julho de 2025 em Campinas/SP) e do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg), além de figurar nas listas de apoios de mídia de feiras e fóruns como os da Associação Brasileira dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV).

Para veículos verticais, esse tipo de acordo cumpre três funções ao mesmo tempo: garante acesso à fonte primária no dia em que a notícia acontece, coloca a marca diante do público qualificado que frequenta o evento e cria inventário comercial para o time de mídia. Feiras e congressos como Agrishow, Show Rural Coopavel e Expointer movimentam bilhões em negócios e concentram, em poucos dias, a maior parte dos anúncios de máquinas, insumos e crédito do ano.

Nesse curto espaço de vida, o portal também já foi indicado a prêmios do segmento como referência no segmento.

"Audiência em portal de nicho não é troféu, é cobrança diária. Quando um veículo de dois anos passa a ser lido por quem exporta, financia e planta, errar deixa de ser detalhe. A missão que assumimos é chegar ao produtor com a informação certa, no dia em que ela vale alguma coisa", destaca Thiago Feitosa.

O fim do Agro Estadão e o novo mapa da mídia do agro

O encerramento do Agro Estadão marcou uma inflexão. Grandes grupos de comunicação passaram a tratar a cobertura do agro como editoria dentro de Economia, movimento que reduz custo e time dedicado. Na direção contrária, o iG sustentou uma operação vertical, com marca própria e URL própria.

As duas estratégias têm lógica. Diluir a cobertura na editoria de Economia aproveita a estrutura já existente e evita manter uma redação paralela, mas dispersa a audiência interessada e enfraquece a marca perante anunciantes que compram contexto, não impressões. Manter um portal vertical custa mais e exige equipe especializada, porém entrega um público segmentado, com alto poder de decisão de compra, que o anunciante do agro procura.

O agronegócio responde por cerca de um quarto do PIB brasileiro, segundo o Cepea/Esalq-USP, e o setor concentra parte relevante do investimento publicitário fora do eixo urbano. Quem tem canal próprio para falar com esse público disputa uma verba que não some.

Uma aposta do iG na informação vertical

Dentro do iG, o Agro em Campo funciona como teste de uma tese: portais generalistas crescem quando abrem frentes verticais com autoridade própria, em vez de tentar cobrir tudo com a mesma voz. O agro é uma aposta grande nessa direção. O iG tem outros projetos semelhantes, com o Campo Delas, por exemplo, hoje com a maior estrutura do país para a cobertura do futebol feminino.

Dois anos depois, o portal chega a 2026 com audiência acima de veículos tradicionais, presença nos principais eventos do calendário e uma cobertura de comércio exterior que outros veículos passaram a acompanhar. A próxima etapa, num mercado que acabou de perder um concorrente de peso, é transformar audiência em receita recorrente. Esse é o teste que separa projeto editorial bem-sucedido, de negócio de mídia sustentável.

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