Rio - Um alerta de ventania severa coloca o estado do Rio de Janeiro sob risco, nesta sexta-feira (7). Impulsionadas pelo avanço de uma frente fria e pela formação de um ciclone extratropical no oceano, rajadas de vento, que podem variar de 90 km/h a 110 km/h, ameaçam provocar queda de árvores, estragos na rede elétrica e destelhamentos, com impacto principal na faixa litorânea e na Região Metropolitana.
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Segundo o Climatempo, o fenômeno ocorre por causa do deslocamento de um sistema meteorológico vindo do Sul do país, que aumenta a diferença de pressão atmosférica e favorece a intensificação dos ventos na costa fluminense.
Segundo o Climatempo, o fenômeno ocorre por causa do deslocamento de um sistema meteorológico vindo do Sul do país, que aumenta a diferença de pressão atmosférica e favorece a intensificação dos ventos na costa fluminense.
Em entrevista ao O DIA, o meteorologista Paulo Hofacker explicou que o sistema de baixa pressão que atua no Sul do Rio Grande do Sul, próximo ao Uruguai e à Argentina, avança em direção ao Atlântico Sul e influencia diretamente o tempo no Sudeste.
"Esse sistema está em deslocamento para uma região mais próxima do Atlântico Sul, na altura do Sudeste do Brasil, e vai fazer com que comecemos a ter condições para rajadas de vento mais intensas no Rio de Janeiro. Ao longo desta sexta-feira, essas rajadas podem ser significativas, entre 70 km/h e 100 km/h em algumas localidades, como o Sul Fluminense, a Costa Verde, o Norte Fluminense, a região de Cabo Frio e Arraial do Cabo, além da Região Metropolitana do Rio", afirmou.
O especialista destacou o motivo de a faixa litorânea sentir o maior impacto. "Essas rajadas serão mais fortes na região litorânea porque o sistema está no oceano, fazendo com que o vento atinja a costa com maior intensidade", explicou.
Hofacker pontuou ainda que o sistema pode passar por um processo de queda rápida da pressão atmosférica, o que intensifica a atuação do ciclone. Apesar do risco de ventos fortes, o meteorologista ressaltou que a dinâmica da ventania será diferente da registrada na semana passada.
"Essas rajadas não vão ser contínuas. Elas serão mais isoladas, o que pode aumentar os riscos, porque pegam a população de surpresa, justamente por ocorrerem de uma hora para outra", alertou.
A orientação das autoridades é evitar abrigo sob árvores, postes, estruturas frágeis e coberturas metálicas durante os momentos de vento forte. Também é recomendado evitar a permanência em praias e atividades no mar devido ao alto risco de ressaca.
O especialista destacou o motivo de a faixa litorânea sentir o maior impacto. "Essas rajadas serão mais fortes na região litorânea porque o sistema está no oceano, fazendo com que o vento atinja a costa com maior intensidade", explicou.
Hofacker pontuou ainda que o sistema pode passar por um processo de queda rápida da pressão atmosférica, o que intensifica a atuação do ciclone. Apesar do risco de ventos fortes, o meteorologista ressaltou que a dinâmica da ventania será diferente da registrada na semana passada.
"Essas rajadas não vão ser contínuas. Elas serão mais isoladas, o que pode aumentar os riscos, porque pegam a população de surpresa, justamente por ocorrerem de uma hora para outra", alertou.
A orientação das autoridades é evitar abrigo sob árvores, postes, estruturas frágeis e coberturas metálicas durante os momentos de vento forte. Também é recomendado evitar a permanência em praias e atividades no mar devido ao alto risco de ressaca.
Relembre o impacto
Na última quinta-feira (29), uma ventania causou rastros de destruição e deixou três mortos no estado. Duas das vítimas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na Região Central da capital, e a terceira pessoa foi encontrada morta no mar em Paraty, na Costa Verde.
Ao todo, o Corpo de Bombeiros atendeu quase 300 ocorrências, incluindo queda de árvores sobre fiação e veículos, desabamentos e destruição de coberturas de postos de gasolina. Os ventos fortes também provocaram apagões severos: cerca de 1,1 milhão de domicílios ficaram sem energia elétrica em municípios como Rio de Janeiro, Niterói e Itaguaí.
Ao todo, o Corpo de Bombeiros atendeu quase 300 ocorrências, incluindo queda de árvores sobre fiação e veículos, desabamentos e destruição de coberturas de postos de gasolina. Os ventos fortes também provocaram apagões severos: cerca de 1,1 milhão de domicílios ficaram sem energia elétrica em municípios como Rio de Janeiro, Niterói e Itaguaí.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral


