Dia dos Pais doloroso

Filho de piloto morto lembra que a vítima era apaixonada pela profissão

Filho do piloto Alessandro Rocha (detalhe) é amparado no IML
Filho do piloto Alessandro Rocha (detalhe) é amparado no IML -

Familiares do piloto Alessandro Rocha, que morreu na queda do helicóptero na região da Vista Chinesa, estiveram no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro, para reconhecer e liberar o corpo, ontem.

Em pleno Dia dos Pais, o engenheiro Sven Rocha, de 23 anos, filho mais velho do comandante, precisou ser forte para realizar os procedimentos no IML. Ele destacou que Alessandro era uma pessoa cheia de vida e apaixonado pela profissão. 

"Eu achava que ele ia viver para sempre. Não idealizando algo, mas era uma pessoa muito viva. Falava o tempo inteiro com todo mundo. Ele era alegria. Era instrutor há mais de 20 anos e acumulou muitos anos de voo. Desde que eu o conheço, sou filho do Comandante Rocha. Era um homem que não brincava. Era sério no trabalho", contou.

O jovem revelou que antecipou a comemoração do Dia dos Pais para a última quinta- feira, pois não ia conseguir estar presente com o pai ontem. Na data, a família celebrou com um churrasco.

"Estávamos comemorando o ingresso nessa empresa. Ele tinha um pouco mais de um mês. Falou que estava muito feliz e contente. As coisas estavam caminhando. Era só mais um voo. É uma notícia realmente triste", destacou o filho.

Rocha deixou a mulher e três filhos, sendo uma de 2 anos e um bebê de 3 meses.

Segundo a empresa Voo Rio Panorâmico, a aeronave estava com a manutenção e a documentação em dia. A companhia ainda destacou que Rocha tinha experiência para a condução. Ele mesmo tinha vídeos nas redes sociais pilotando pela empresa.