A DDSD identificou que os medidores eram submetidos a intervenções clandestinas, com substituição de componentes e adulteração do funcionamento.
A especialização da quadrilha era um dos elementos que permitiam o esquema. O grupo reunia pessoas com conhecimento em sistemas de medição, manutenção e operação de equipamentos utilizados no segmento de gás natural veicular (GNV). Com o domínio técnico sobre os equipamentos, os criminosos conseguiam fazer intervenções de difícil detecção.
"Conseguimos comprovar que os medidores eram retirados da concessionária e eram levados para oficinas, onde tinham as peças adulteradas. E voltavam para a oficina com selo que estavam auferidos e eram inseridos nos postos para que o gás do posto marcasse um valor menor no medidor do que era cobrado", destacou o delegado Pedro Brasil, da DDSD.

