Parentes e amigos se despedem de porteiro morto em Belford Roxo

Cosme de Oliveira Ramos foi assassinado a tiros quando chegava para trabalhar

Despedida de Cosme de Oliveira Ramos, porteiro morto por um PM no último sábado (15) em Belford Roxo
Despedida de Cosme de Oliveira Ramos, porteiro morto por um PM no último sábado (15) em Belford Roxo -
Rio - O porteiro Cosme de Oliveira Ramos foi sepultado na tarde desta segunda-feira (17), no Cemitério da Solidão, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Familiares, amigos, colegas de trabalho e moradores do condomínio onde ele atuava participaram da despedida, marcada por homenagens e pedidos de justiça.
Cosme foi morto a tiros no último sábado (15), quando chegava para iniciar mais um turno de trabalho em um condomínio no bairro Vila Dagmar. Segundo a Polícia Militar, um agente da corporação assumiu a autoria dos disparos e se apresentou à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), onde foi preso em flagrante por homicídio. A motivação do crime ainda é investigada.

Durante o velório e o enterro, parentes lembraram o porteiro como um homem dedicado à família e ao trabalho. Casado, pai e avô, Cosme deixa a esposa, um filho e uma neta. Nas redes sociais, o filho publicou uma mensagem de despedida relatando a dificuldade de lidar com a perda repentina do pai.
"Acordei recebendo uma das piores notícias da minha vida, você saiu para trabalhar e agora eu e minha mãe não vamos ter você voltando para casa. Vai ser muito difícil prosseguir nessa vida sem você, a M. F. só pôde ter a sorte de viver com você por 9 meses, muito pouco, mas nesse período ela recebeu todo amor do mundo de um avô babão (...) Você foi e sempre será meu herói e meu ídolo", disse.
Moradores do condomínio também prestaram homenagens. Ao longo do final de semana, um caminhão circulou pelas ruas da região exibindo uma fotografia de Cosme, enquanto vizinhos e amigos aplaudiam a passagem do veículo. A iniciativa foi organizada por pessoas que conviviam diariamente com o porteiro.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Os agentes apuram as circunstâncias do crime e buscam esclarecer o que levou o policial militar a atirar contra a vítima.