Rio - O Retiro dos Artistas começa, nesta quarta-feira (19), o Bazar do Brechó com peças que pertenceram ao apresentador e humorista Jô Soares. Os itens estarão à venda presencialmente e incluem roupas, chapéus, cintos, quadros e objetos para casa.
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As vendas dos itens serão realizadas exclusivamente de forma presencial, diretamente no brechó. Não haverá opção de reserva ou comercialização on-line. De acordo com a administradora do Retiro dos Artistas, Cida Cabral, os itens têm preços que variam de R$ 50 a R$ 1 mil.
"Nós teremos um brechó específico para as peças dele amanhã (quarta-feira), mas o que não for vendido vai continuar exposto. Nós temos um bazar fixo no Retiro, que funciona de segunda a sábado. Então, se por acaso sobrarem peças, elas vão continuar no nosso bazar. Nós temos peças desde R$ 50 reais o par de meia, até ternos de R$ 1 mil", afirmou Cida Cabral.
"O Jô já era um contribuinte do Retiro dos Artistas. Desde sempre, ele era um doador mensal. Logo após a partida dele, a Flávia [Pedras Soares], que é a viúva, entrou em contato conosco dizendo que iria nos ajudar em um momento propício", disse. "Tratando-se de um ícone como o Jô, qualquer valor que for gerado vai nos ajudar bastante."
Ícone do humor
Apresentador, ator, diretor, escritor e humorista, Jô Soares morreu aos 84 anos. Ele foi um dos principais comediantes do Brasil e é considerado um dos pioneiros do stand-up. O veterano participou de atrações que fizeram parte da história da televisão, como "A família Trapo" (1966), "Planeta dos homens" (1977) e "Viva o Gordo" (1981).
Em 1958, Jô estreou na TV. Ele participou do programa "Noite de Gala" e começou a escrever para o "TV Mistério", que contava com Tônia Carrero e Paulo Autran no elenco. Ambos eram exibidos pela TV Rio.
O artista ficou por 17 anos na TV Globo. No ano 2000, o apresentador estreou o "Programa do Jô", que ficou no ar até 2016.
Além da TV, Jô Soares escreveu para os jornais "O Globo", "Folha de S. Paulo" e para a revista "Manchete". Ele também assinou, entre 1989 e 1996, um coluna na "Veja". O artista também escreveu cinco livros: “O astronauta sem regime” (1983), “O Xangô de Baker Street” (1995), “O homem que matou Getúlio Vargas” (1998), “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” (2005) e “As esganadas” (2011).
Para conferir e comprar as peças, basta comparecer à Rua Retiro dos Artistas, 571, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. O brechó funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 15h. Aos domingos, o espaço não abre.


