Suspeitos de matar amigos que foram cobrar dívida são presos após mais de um ano foragidos

A Polícia Civil do Paraná prendeu, na manhã desta terça-feira, 18, Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, pai e filho respectivamente, suspeitos de envolvimento na morte de quatro amigos que foram cobrar uma dívida em Icaraíma, no noroeste do Estado. Os dois estavam foragidos há mais de um ano. O Estadão tenta localizar a defesa dos suspeitos.

Os corpos das vítimas foram localizados a 650 metros do local onde estava enterrada a Fiat Toro usada pelas vítimas.

De acordo com as investigações, Alencar Gonçalves de Souza contratou três homens do Estado de São Paulo - Rafael, Robishley e Diego Henrique -para ajudá-lo na cobrança de uma dívida de R$ 255 mil referente à venda de uma propriedade rural, em agosto de 2024, para a família de Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo.

As investigações apontaram que os novos moradores ainda não haviam pagado Alencar pelo imóvel.

As vítimas são:

Alencar Gonçalves de Souza Giron, de 36 anos;

Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos;

Robishley Hirnani de Oliveira, de 53 anos;

Diego Henrique Afonso, de 39 anos.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, as prisões aconteceram nas primeiras horas desta terça-feira. Pai e filho foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, em São Paulo. Outro filho do foragido foi preso em Santa Bárbara do Oeste (SP). O quarto indivíduo já se encontrava preso por outro crime.

"Desde a identificação dos suspeitos, a PCPR permaneceu empenhada em sua localização e empregou todos os recursos disponíveis para sua prisão", afirmou o delegado da PCPR Izaias Cordeiro, chefe da Subdivisão Policial de Umuarama.

Os foragidos foram localizados após levantamentos de inteligência policial e monitoramento realizado pela PCPR.

"Com a identificação de seu paradeiro, realizamos o monitoramento e planejamos o melhor momento para a captura. Durante a ação em Rio das Pedras, pai e filho tentaram empreender fuga e foram capturados em meio a mata", disse o delegado da PCPR Thiago Teixeira, do Departamento de Operações Especiais.