Tarcísio: Trivia Trens teve todos requisitos técnicos necessários para assumir linhas da CPTM

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira (30) que a empresa Trivia Trens cumpriu com todos os requisitos técnicos para assumir as linhas de trem que pertenciam à CPTM até o início deste ano. O chefe do executivo paulista também disse que o processo de melhora nos serviços de transporte sobre o trilho não irá acontecer automaticamente após as privatizações e concessões, mas que trata-se de um processo de longo prazo.

As declarações foram deitas durante participação de sabatina organizada pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor Econômico.

"Quando você faz uma análise de requisito técnico operacional e requisito técnico profissional, eu posso dizer que a empresa Trivia Trens tem esses requisitos, até porque se não tivesse, ela seria desclassificada no certame", disse Tarcísio, listando que o grupo controlador da companhia tem experiência comprovada em outros modais de transporte, como o aéreo, além de fazer operações de do VLT na baixada santista e nas redes de metrô de Belo Horizonte e Salvador.

Tarcísio reconheceu, porém, que, após o período de transição entre CPTM e Trívia Trens houve uma série de problemas que incomodaram a gestão. "Foram três dias seguidos de problema e esses problemas eram muito graves e a resposta da empresa foi ruim. A gente falou opa vamos dar o passo atrás". E aí só é uma questão que precisa deixar claro não chegou a ser inusitada porque essa previsão estava no contrato. A regulação tinha o poder de dar o passo atrás e retomar a operação com a CPTM que foi o que a gente fez", detalhou Tarcísio, pontuando que a experiência irá servir para a gestão rever protocolos.

Segundo o governador, a intenção é melhorar a qualidade do transporte no Estado, mas essa melhora acontece a uma velocidade que é inferior àquilo que as pessoas estão esperando de nós. "Por que a gente fez a concessão? Por que a gente resolveu passar isso para iniciativa privada? Não é ter que fazer concessão por concessão ou um dogma, de que a iniciativa privada sempre vai fazer melhor alguma coisa para o poder público. Eu não acredito nisso. A ideia era mobilizar investimento e mobilizar esse investimento num prazo mais curto", disse.