Rio - Câmeras de segurança da Rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, flagraram o momento em que Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foi espancado depois de ser confundido com um ladrão, na semana passada. As imagens revelam que a vítima levou ao menos 57 pauladas. Um dos agressores se entregou à polícia nesta quinta-feira (20).
A abordagem violenta teria sido motivada por um suposto roubo de bicicleta, que pertencia à irmã do rapaz. Cláudio foi abordado por seguranças, que desconfiaram da procedência do veículo, na Rua Barata Ribeiro, onde aconteceu uma primeira agressão. A vítima sofria de transtornos mentais e não conseguiu se expressar ao ser questionado sobre a origem da bicicleta.
O vídeo, ao qual O DIA teve acesso, mostra Cláudio se aproximando e sentando nas escadas de um prédio da Rua Felipe de Oliveira. Em seguida, dois entregadores do iFood chegam e começam a interrogar a vítima. Poucos segundos depois, um terceiro homem, apontado como um segurança, aparece com um pedaço de madeira nas mãos.
O "interrogatório" continua até que o segurança começa a desferir pauladas em Cláudio. Os entregadores, então, seguram a vítima e também dão socos e pontapés. O rapaz, que em momento algum revida, foi agredido sem parar por cerca de um minuto.
Com Cláudio já caído no chão bastante machucado, um dos entregadores começa a revistar os bolsos da vítima. Os três homens seguem dando pontapés e pauladas. Em seguida, o segurança puxa o celular e começa a gravar o rapaz. No total, a ação durou cerca de seis minutos.
A abordagem violenta teria sido motivada por um suposto roubo de bicicleta, que pertencia à irmã do rapaz. Cláudio foi abordado por seguranças, que desconfiaram da procedência do veículo, na Rua Barata Ribeiro, onde aconteceu uma primeira agressão. A vítima sofria de transtornos mentais e não conseguiu se expressar ao ser questionado sobre a origem da bicicleta.
O vídeo, ao qual O DIA teve acesso, mostra Cláudio se aproximando e sentando nas escadas de um prédio da Rua Felipe de Oliveira. Em seguida, dois entregadores do iFood chegam e começam a interrogar a vítima. Poucos segundos depois, um terceiro homem, apontado como um segurança, aparece com um pedaço de madeira nas mãos.
O "interrogatório" continua até que o segurança começa a desferir pauladas em Cláudio. Os entregadores, então, seguram a vítima e também dão socos e pontapés. O rapaz, que em momento algum revida, foi agredido sem parar por cerca de um minuto.
Com Cláudio já caído no chão bastante machucado, um dos entregadores começa a revistar os bolsos da vítima. Os três homens seguem dando pontapés e pauladas. Em seguida, o segurança puxa o celular e começa a gravar o rapaz. No total, a ação durou cerca de seis minutos.
Homem espancado por engano em Copacabana levou mais de 50 pauladas
— Jornal O Dia (@jornalodia) August 20, 2026
Crédito: Imagens de câmeras de segurança pic.twitter.com/L9hwsX8GTf
A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna.
De acordo com o delegado Ângelo Lajes, da 12ª DP (Copacabana), os dois seguranças foram identificados. A Justiça já expediu o mandado de prisão deles.
“É um caso gravíssimo, um crime hediondo, um homicídio triplamente qualificado e motivo cruel. Esses seguranças já foram identificados. A gente precisa agora identificar esses dois entregadores para fechar a investigação. Quando estivemos no local para captar as imagens, solicitamos uma perícia, porque percebemos que ainda havia marcas de sangue”, explicou.
De acordo com o delegado Ângelo Lajes, da 12ª DP (Copacabana), os dois seguranças foram identificados. A Justiça já expediu o mandado de prisão deles.
“É um caso gravíssimo, um crime hediondo, um homicídio triplamente qualificado e motivo cruel. Esses seguranças já foram identificados. A gente precisa agora identificar esses dois entregadores para fechar a investigação. Quando estivemos no local para captar as imagens, solicitamos uma perícia, porque percebemos que ainda havia marcas de sangue”, explicou.
Nesta quinta-feira, um dos homens se entregou na 12ª DP (Copacabana) e foi preso. A polícia agora trabalha para localizar o segundo foragido e identificar os entregadores.
Segundo Fabiana Motta Landeiro Hansen, irmã de Cláudio, o rapaz era uma pessoa tranquila e conhecida pelos moradores de Botafogo, onde vivia com a mãe e duas irmãs.
“Meu irmão era um homem bom, de coração puro, quieto e mal falava. Tinha as questões dele. Não perturbava ninguém. Só saiu para dar os passeios dele de bicicleta, como sempre fazia. Nós estamos desoladas e queremos justiça”, afirmou ao O DIA.
Segundo Fabiana Motta Landeiro Hansen, irmã de Cláudio, o rapaz era uma pessoa tranquila e conhecida pelos moradores de Botafogo, onde vivia com a mãe e duas irmãs.
“Meu irmão era um homem bom, de coração puro, quieto e mal falava. Tinha as questões dele. Não perturbava ninguém. Só saiu para dar os passeios dele de bicicleta, como sempre fazia. Nós estamos desoladas e queremos justiça”, afirmou ao O DIA.

