Civil procura membros do Comando Vermelho que apavoram Magé

De acordo com as apurações, moradores de comunidades são intimidados por homens armados; alvos também estariam envolvidos em roubos

Operação é realizada pela 65ª DP (Magé), com apoio de outras unidades da Baixada
Operação é realizada pela 65ª DP (Magé), com apoio de outras unidades da Baixada -
Rio - A Polícia Civil realiza, na manhã desta quarta-feira (2), uma operação para prender integrantes do Comando Vermelho (CV) que atuam em comunidades de Magé, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, moradores são intimidados corriqueiramente por homens armados. Até o momento, duas pessoas foram presas.
A Operação Mosaico tem o objetivo de cumprir mandados de prisão contra membros da facção investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e com roubos praticados na cidade. De acordo com as apurações, o grupo utiliza homens armados para exercer controle territorial, intimidar moradores e garantir todo o funcionamento do comércio de drogas.
A ação desta quarta é realizada pela 65ª DP (Magé), com apoio de unidades do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB).
O nome da operação faz referência ao trabalho de inteligência desenvolvido ao longo da investigação. A corporação informou que diferentes informações foram reunidas, cruzadas e analisadas pelas equipes, permitindo identificar suspeitos, estabelecer conexões e delimitar as áreas de atuação da organização criminosa.
Alvo de operação no Rio
O Comando Vermelho também é alvo de uma operação, nesta quarta-feira (2), na Zona Sudoeste do Rio. A Polícia Civil busca envolvidos com a "Equipe Astro", braço armado da facção responsável por invasões e pela expansão territorial em áreas da região. A ação cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão, principalmente nas comunidades da Gardênia Azul e Cidade de Deus.
O principal alvo é Rubens Mateus Lisboa Ribeiro, conhecido como Astro ou Lisboa. Segundo as investigações, a quadrilha participou de ataques para a tomada de territórios em Curicica e Camorim e, mais recentemente, de invasões e confrontos em Rio das Pedras e Muzema. O grupo mobilizava criminosos fortemente armados e contava com uma estrutura organizada para logística, execução e monitoramento das forças de segurança.