Rio - Pais de Alice de Almeida Ferreira, de 7 anos, cobram justiça ao alegarem que a criança ficou tetraplégica e cega após um erro médico ocorrido no Hospital de Clínicas Mário Lioni, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em fevereiro de 2025. Em entrevista ao O DIA, Thiago Ferreira da Silva, de 43 anos, relata a luta ao lado da mulher, Bruna Moreira de Almeida, de 37, em busca de tratamento adequado à filha. De acordo com ele, a menina precisa de terapias de reabilitação e a família não consegue levá-la para casa porque o imóvel fica no terceiro andar, sem acessibilidade. Além disso, ressalta dificuldades para obter suporte da Amil, responsável pela unidade de saúde.
Atualmente, Alice está internada no Hospital Pasteur, no Méier, Zona Norte. "Queremos justiça e o tratamento digno para Alice. Hoje estamos há mais de dois meses no Hospital Pasteur. A Alice já tem condições de alta desde o dia 8 de julho e a gente não pode retornar para nossa casa porque ela é no terceiro andar e não tem [acessibilidade], [o acesso [é] só por escada. E hoje o quadro da Alice é de tetraplegia. Ela não anda, não fala e não enxerga."
"Tem o risco da gente subir e descer com ela da escada e acabar causando uma queda e machucar ainda mais. E o problema é que a Amil nega todo momento a dar um suporte pra gente. Ela propôs o pagamento de um aluguel, mas queria que fosse no meu nome. Eu teria que ser o locatário e eu não consigo. Então eles se negaram. Depois mandaram a gente buscar na Justiça. E hoje a nossa dificuldade é essa", diz o bombeiro militar.
"Porque aqui no hospital a Alice não tem as terapias que ela precisa. Ela precisa de fisioterapia, reabilitação, terapia visual, terapia ocupacional, fonoaudiologia e neuromodulação. E nada disso ela está tendo durante esse período aqui. Por conta exatamente disso que a gente não tem como retornar para casa e eles não dão o suporte que a gente precisa aqui para ela."
Hospitalização
A situação iniciou no dia 17 de fevereiro do ano passado, quando Bruna levou a filha para a emergência do Hospital de Clínicas Mário Lioni. De acordo com Thiago, apesar de ter vomitado, a criança chegou disposta à unidade de saúde, com quadro relativamente estável.
"Alice só tinha vomitado e depois passou o restante do dia normal, se sentindo bem. Não teve febre, não teve dor. Não teve falta de ar. Não teve nada. O único sintoma que ela teve foi o vômito. E aí a minha mulher a levou ao hospital. Mas ela [Alice] chegou normal. Andando, brincando e conversando. Inclusive, ela pediu para ser rápido o atendimento porque queria almoçar no shopping", recorda ele.
O pai conta que ela foi internada na noite do mesmo dia, após exames constatarem uma pneumonia. "A médica perguntou se a Alice tinha algum problema respiratório, como asma e bronquite. E minha mulher disse que não. Ela achou estranho. A médica pediu uma radiografia, na qual foi constatada uma pneumonia, com o pulmão direito bem tomado já. E ela pediu a internação da Alice."
"Ela já saiu da emergência e já foi direto para o CTI (Centro de Terapia Intensiva). E lá, a Alice começou a ficar agitada, [...] bem nervosa. E com isso, a pressão subindo e a saturação caindo. Ela não ficava com a máscara para poder respirar. Ela ficava nervosa, querendo sair, pedindo para ir embora. Nesse mesmo dia à noite, precisou ser intubada", afirma.
Thiago revela que, no domingo, durante o banho no leito realizado pela equipe de enfermagem, a criança foi extubada acidentalmente. "Na hora de colocar a Alice de lado, não puxaram a corda suficiente do ventilador mecânico. Então, na hora que ela puxou a Alice e virou para o lado, a mangueira do ventilador mecânico desposicionou da garganta da Alice, causando a extubação dela. Minha mulher na mesma hora viu. Ela é enfermeira e trabalhou em CTI, então está acostumada com isso. Então ela viu que tinha causado algo sério e correu para chamar a fisioterapeuta e a médica."
"Quando ela voltou para o quarto, [viu] a enfermeira e a técnica de enfermagem 'congeladas', não tiveram nenhuma reação de tentar socorrer a Alice. E nisso a médica, querendo entender o que estava acontecendo, pediu para [a Bruna] sair do quarto. E ela não queria, mas teve que sair e ficou do lado de fora esperando."
Mesmo no corredor, Bruna relatou ao marido que conseguiu ver a movimentação no quarto, classificando a equipe como "descoordenada". "Foi muita confusão e correria. Equipe totalmente descoordenada, como se não soubesse o que fazer. O termo que ela usou foi que parecia uma feira. Uma gritaria. Gente entrando e saindo. E, para ela, foi aquela cena horrível, porque ela, como enfermeira, como profissional, vendo o que estava acontecendo, e não pôde fazer nada. Foram aproximadamente 30 minutos, pelo que ela conta", relata.
Segundo Thiago, apenas outra doutora conseguiu realizar a intubação da pequena, 40 minutos depois. "Teve uma enfermeira que passou, viu o que estava acontecendo, correu lá embaixo e chamou uma outra médica que era do CTI adulto, que já tinha passado o plantão. E essa outra médica subiu e conseguiu entubar a Alice. Porque a médica que estava não conseguiu. [...] Mas isso já tinha passado uns 40 minutos desde o início do erro."
O pai conta que ela foi internada na noite do mesmo dia, após exames constatarem uma pneumonia. "A médica perguntou se a Alice tinha algum problema respiratório, como asma e bronquite. E minha mulher disse que não. Ela achou estranho. A médica pediu uma radiografia, na qual foi constatada uma pneumonia, com o pulmão direito bem tomado já. E ela pediu a internação da Alice."
"Ela já saiu da emergência e já foi direto para o CTI (Centro de Terapia Intensiva). E lá, a Alice começou a ficar agitada, [...] bem nervosa. E com isso, a pressão subindo e a saturação caindo. Ela não ficava com a máscara para poder respirar. Ela ficava nervosa, querendo sair, pedindo para ir embora. Nesse mesmo dia à noite, precisou ser intubada", afirma.
Thiago revela que, no domingo, durante o banho no leito realizado pela equipe de enfermagem, a criança foi extubada acidentalmente. "Na hora de colocar a Alice de lado, não puxaram a corda suficiente do ventilador mecânico. Então, na hora que ela puxou a Alice e virou para o lado, a mangueira do ventilador mecânico desposicionou da garganta da Alice, causando a extubação dela. Minha mulher na mesma hora viu. Ela é enfermeira e trabalhou em CTI, então está acostumada com isso. Então ela viu que tinha causado algo sério e correu para chamar a fisioterapeuta e a médica."
"Quando ela voltou para o quarto, [viu] a enfermeira e a técnica de enfermagem 'congeladas', não tiveram nenhuma reação de tentar socorrer a Alice. E nisso a médica, querendo entender o que estava acontecendo, pediu para [a Bruna] sair do quarto. E ela não queria, mas teve que sair e ficou do lado de fora esperando."
Mesmo no corredor, Bruna relatou ao marido que conseguiu ver a movimentação no quarto, classificando a equipe como "descoordenada". "Foi muita confusão e correria. Equipe totalmente descoordenada, como se não soubesse o que fazer. O termo que ela usou foi que parecia uma feira. Uma gritaria. Gente entrando e saindo. E, para ela, foi aquela cena horrível, porque ela, como enfermeira, como profissional, vendo o que estava acontecendo, e não pôde fazer nada. Foram aproximadamente 30 minutos, pelo que ela conta", relata.
Segundo Thiago, apenas outra doutora conseguiu realizar a intubação da pequena, 40 minutos depois. "Teve uma enfermeira que passou, viu o que estava acontecendo, correu lá embaixo e chamou uma outra médica que era do CTI adulto, que já tinha passado o plantão. E essa outra médica subiu e conseguiu entubar a Alice. Porque a médica que estava não conseguiu. [...] Mas isso já tinha passado uns 40 minutos desde o início do erro."
Alta e reabilitação na clínica
Alice recebeu alta do Mário Lioni no final de maio e os pais a levaram para uma clínica de reabilitação no Jardim Botânico, na Zona Sul. "Porque eu pago o plano dela e eu fui para lá como um cliente normal. Minha filha foi atendida como qualquer outra pessoa seria por conta do plano de saúde. A gente não teve nenhum suporte da Amil", comenta ele.
O pai de Alice detalha as internações da pequena durante esse tempo. "Em outubro, ela teve uma outra pneumonia e a gente veio para o Pasteur e depois ela ficou boa. Nesse período, tirou a traqueostomia e evoluiu bem. Voltamos para a clínica [no Jardim Botânico] e ficamos até dois meses atrás, quando ela passou mal de novo. Retornamos para o CTI do Pasteur porque ela estava com uma pancreatite medicamentosa, por conta de uma medicação que ela toma que é anticonvulsivante. E aqui eles trocaram a medicação, ela entrou em dieta e a pancreatite foi curada. Ficou tudo certo."
No entanto, Alice não pôde voltar para a clínica, onde realizava as reabilitações. "E quando a gente estava para ter alta e retornar para a clínica, eles não aceitaram a gente de volta porque entenderam que já tinha encerrado o ciclo de reabilitação da Alice. A gente não pôde voltar para a clínica e aí começou o nosso drama. Porque a gente não tinha clínica para ir [...] e nem podemos retornar para casa. Ficamos presos. Aqui dentro do Pasteur entramos em contato com o pessoal da Amil, com diretoria, mas [não tivemos] suporte nenhum. A Alice está há dois meses sem ter as reabilitações e terapias que ela precisa."
Alice recebeu alta do Mário Lioni no final de maio e os pais a levaram para uma clínica de reabilitação no Jardim Botânico, na Zona Sul. "Porque eu pago o plano dela e eu fui para lá como um cliente normal. Minha filha foi atendida como qualquer outra pessoa seria por conta do plano de saúde. A gente não teve nenhum suporte da Amil", comenta ele.
O pai de Alice detalha as internações da pequena durante esse tempo. "Em outubro, ela teve uma outra pneumonia e a gente veio para o Pasteur e depois ela ficou boa. Nesse período, tirou a traqueostomia e evoluiu bem. Voltamos para a clínica [no Jardim Botânico] e ficamos até dois meses atrás, quando ela passou mal de novo. Retornamos para o CTI do Pasteur porque ela estava com uma pancreatite medicamentosa, por conta de uma medicação que ela toma que é anticonvulsivante. E aqui eles trocaram a medicação, ela entrou em dieta e a pancreatite foi curada. Ficou tudo certo."
No entanto, Alice não pôde voltar para a clínica, onde realizava as reabilitações. "E quando a gente estava para ter alta e retornar para a clínica, eles não aceitaram a gente de volta porque entenderam que já tinha encerrado o ciclo de reabilitação da Alice. A gente não pôde voltar para a clínica e aí começou o nosso drama. Porque a gente não tinha clínica para ir [...] e nem podemos retornar para casa. Ficamos presos. Aqui dentro do Pasteur entramos em contato com o pessoal da Amil, com diretoria, mas [não tivemos] suporte nenhum. A Alice está há dois meses sem ter as reabilitações e terapias que ela precisa."
'Várias mentiras'
De acordo com Thiago, o hospital não teve uma postura honesta ao transmitir as informações. "E então eles começaram a omitir para a gente. Falaram que não teve parada cardiorrespiratória, que não foi em decorrência do erro, que o que ela teve foi por conta da gravidade da pneumonia. Enfim, foram várias mentiras", conta ele.
Além do custo com o plano de saúde, a família precisou contratar outra médica. "A gente teve que contratar uma pediatra para ter acesso ao prontuário. Porque eles não deixavam a gente ver o prontuário. E essa pediatra confirmou que no prontuário estava PCR [Parada Cardiorrespiratória] prolongada. Aí eles começaram a negar. [Alegaram] que a parada que ela teve foi por conta da gravidade da pneumonia. A gente sabe que não é verdade. Porque foi exatamente no momento que teve o erro no banho do leito que acabou extubando ela."
"A gente começou uma luta depois para fazer uma ressonância magnética, para ver a gravidade do ocorrido. E eles durante muito tempo se negaram, falando que não havia necessidade. Mas a gente conseguiu depois de algum tempo realizar a ressonância magnética. Inclusive foi aqui no Pasteur, porque no outro não tinha ressonância magnética. E aí veio a confirmação de encefalopatia, que é a paralisia cerebral", afirma Thiago.
Desabafo
Além do custo com o plano de saúde, a família precisou contratar outra médica. "A gente teve que contratar uma pediatra para ter acesso ao prontuário. Porque eles não deixavam a gente ver o prontuário. E essa pediatra confirmou que no prontuário estava PCR [Parada Cardiorrespiratória] prolongada. Aí eles começaram a negar. [Alegaram] que a parada que ela teve foi por conta da gravidade da pneumonia. A gente sabe que não é verdade. Porque foi exatamente no momento que teve o erro no banho do leito que acabou extubando ela."
"A gente começou uma luta depois para fazer uma ressonância magnética, para ver a gravidade do ocorrido. E eles durante muito tempo se negaram, falando que não havia necessidade. Mas a gente conseguiu depois de algum tempo realizar a ressonância magnética. Inclusive foi aqui no Pasteur, porque no outro não tinha ressonância magnética. E aí veio a confirmação de encefalopatia, que é a paralisia cerebral", afirma Thiago.
Desabafo
Com a voz embargada, relembra como a filha era antes da primeira internação. "Chegou uma menina de 5 anos. Era a terceira vez que ela ia no hospital, estudava, já estava começando a ler e escrever. Cantava na igreja. Chegou brincando, falando, sorrindo, e saiu do hospital sem falar, sem olhar. Hoje ela é totalmente dependente da gente para tudo. Estamos há 1 ano e meio nessa luta."
Thiago também desabafa a respeito de algumas falas que a família escutou da equipe hospitalar. "Às vezes que a gente precisou, ouvimos cada coisa surreal. Enquanto ainda estávamos no hospital, a coordenadora de enfermagem falou para minha mulher que era para ela aceitar, que é assim mesmo, que erros acontecem. Que era para seguir em frente. Tratando com muita normalidade, como se fosse simples assim. Esse é o nível do profissional que trabalha lá. [...] E isso tudo dói muito. Porque quando a gente pensa em tudo que aconteceu, você espera um acolhimento, um atendimento humanizado", diz.
"Médicas falando para minha mulher que era para ter cuidado, porque quando acontece isso, o marido abandona a família 'com o problema'. 'O problema' que ela se referiu foi a minha filha. Acho que o que menos precisava eram palavras desse tipo no momento para uma mãe. Esse foi o tratamento que a gente teve."
Thiago relata que não receberam nenhum suporte da empresa. "Mandaram a gente procurar na Justiça. Falaram que se a gente achasse que tinha alguma coisa a gente esperasse pela Justiça porque não iriam fazer nenhum tipo de acordo. E isso é o nosso drama. Cada dia que passa é menos um dia que a minha filha tem a chance de lutar pela vida dela, pela reabilitação dela."
"[Somos] só um número pra eles. E isso tudo, o plano de saúde está pago. Paguei ontem. E mesmo assim ela não tem o tratamento que ela precisa. Eu não posso levar minha filha para casa. [...] E eles não estão nem aí. E isso que deixa a gente mais revoltado. Por ver como é a maneira como a gente é tratado, é difícil", fala ele.
Em seguida, comenta que a rotina da família mudou totalmente há um ano. "Desde o dia que ela internou, minha mulher mora no hospital todos os dias. Não sai nem mais do quarto. E eu só saio no dia que eu estou de serviço. Vou para o serviço e volto para o hospital. Passo o restante da semana aqui. E a gente mora no hospital desde o dia 17 de fevereiro de 2025. A gente não tem mais casa, a gente não tem mais vida. A nossa vida é dentro do hospital, cuidando da Alice. E mesmo assim a gente não tem o menor coração, o menor humanização, o menor respeito de dar o que ela precisa. Não estamos pedindo nada demais. Só condições de ter a vida com minha filha, de levar ela para casa, de ter o tratamento que ela precisa, por conta deles."
"Se não fosse pelo erro que eles cometeram, a gente já estaria em casa desde abril do ano passado. Não passaríamos por nada disso. Tudo por conta de um erro que eles cometeram. E mesmo assim eles se negam a assumir a responsabilidade de dar o suporte que a gente precisa para cuidar dela", complementou.
Por fim, o bombeiro pontua que a ajuda é para ter melhores condições à toda a família. "A gente precisa ir para casa pra ela fazer as terapias na clínica, clínica de reabilitação. [...] Eles se negam a ajudar com aluguel, com uma outra residência ou com acessibilidade. Enfim, eu preciso resolver, eu preciso sair do hospital. A gente não tem condições de continuar morando dentro do hospital porque aqui ela não tem a reabilitação que ela precisa. E eles se negam."
"Médicas falando para minha mulher que era para ter cuidado, porque quando acontece isso, o marido abandona a família 'com o problema'. 'O problema' que ela se referiu foi a minha filha. Acho que o que menos precisava eram palavras desse tipo no momento para uma mãe. Esse foi o tratamento que a gente teve."
Thiago relata que não receberam nenhum suporte da empresa. "Mandaram a gente procurar na Justiça. Falaram que se a gente achasse que tinha alguma coisa a gente esperasse pela Justiça porque não iriam fazer nenhum tipo de acordo. E isso é o nosso drama. Cada dia que passa é menos um dia que a minha filha tem a chance de lutar pela vida dela, pela reabilitação dela."
"[Somos] só um número pra eles. E isso tudo, o plano de saúde está pago. Paguei ontem. E mesmo assim ela não tem o tratamento que ela precisa. Eu não posso levar minha filha para casa. [...] E eles não estão nem aí. E isso que deixa a gente mais revoltado. Por ver como é a maneira como a gente é tratado, é difícil", fala ele.
Em seguida, comenta que a rotina da família mudou totalmente há um ano. "Desde o dia que ela internou, minha mulher mora no hospital todos os dias. Não sai nem mais do quarto. E eu só saio no dia que eu estou de serviço. Vou para o serviço e volto para o hospital. Passo o restante da semana aqui. E a gente mora no hospital desde o dia 17 de fevereiro de 2025. A gente não tem mais casa, a gente não tem mais vida. A nossa vida é dentro do hospital, cuidando da Alice. E mesmo assim a gente não tem o menor coração, o menor humanização, o menor respeito de dar o que ela precisa. Não estamos pedindo nada demais. Só condições de ter a vida com minha filha, de levar ela para casa, de ter o tratamento que ela precisa, por conta deles."
"Se não fosse pelo erro que eles cometeram, a gente já estaria em casa desde abril do ano passado. Não passaríamos por nada disso. Tudo por conta de um erro que eles cometeram. E mesmo assim eles se negam a assumir a responsabilidade de dar o suporte que a gente precisa para cuidar dela", complementou.
Por fim, o bombeiro pontua que a ajuda é para ter melhores condições à toda a família. "A gente precisa ir para casa pra ela fazer as terapias na clínica, clínica de reabilitação. [...] Eles se negam a ajudar com aluguel, com uma outra residência ou com acessibilidade. Enfim, eu preciso resolver, eu preciso sair do hospital. A gente não tem condições de continuar morando dentro do hospital porque aqui ela não tem a reabilitação que ela precisa. E eles se negam."
Pronunciamento do hospital
Em nota, a unidade de saúde se pronunciou. "O Hospital de Clínicas Mário Lioni informa que a paciente vem recebendo assistência para sua reabilitação, que se iniciou imediatamente após a alta hospitalar em clínica especializada, em março de 2025. A instituição sempre manteve contato com a família, buscando alcançar um entendimento. No entanto, precisou solicitar audiência de conciliação para que, com a mediação da Justiça, seja possível construir uma solução o mais rapidamente possível quanto à infraestrutura necessária para a continuidade da reabilitação em domicílio. Por fim, o hospital reitera seu compromisso com a continuidade da assistência à paciente."


