Rio - Mãe e filha, Stefany Tamanqueira, ficaram presas em uma lavanderia de autoatendimento, localizada na Rua do Rezende, no Centro do Rio, na noite da última terça-feira (1º). As clientes aguardavam o término da lavagem quando a porta da loja fechou automaticamente e as máquinas pararam.
Stefany gravou o ocorrido. O vídeo mostra a lavadora parada com as roupas delas ainda dentro. "Como a gente vai sair daqui? Vai dormir aqui?, questionou a mãe. Posteriormente, as luzes apagaram e a porta fechou, impedindo a saída das clientes.
O fato desesperou a família, que começou a gritar por socorro. Um policial compareceu ao local e pediu que elas mantivessem a calma. "Não tem como ficar calma, minha mãe tem claustrofobia. Estou com medo dela passar mal", respondeu a filha.
O estabelecimento funciona até meia-noite, mas teria fechado antes do horário determinado. As mulheres registraram o caso na 5ª DP (Mem de Sá). Já o dono da franquia fez um boletim de ocorrência na 9ª DP (Catete), pois a loja teria sido danificada.
'Eu entrei em pânico', diz filha
Em entrevista ao DIA, Stefany contou que esteve na lavanderia com a mãe e percebeu que os equipamentos começaram a ser desligados antes das duas conseguirem deixar o estabelecimento. Segundo ela, primeiro a televisão foi desligada e, na sequência, o totem utilizado para pagamentos também parou de funcionar.
"23h38 foi o momento em que fiz o vídeo, onde estava fechando as portas de ferro. Começou a descer 0h02 e 0h09 trancou", relatou.
De acordo com Stefany, a mãe começou a passar mal depois que percebeu que estava presa. "Do nada, minha mãe começou a ficar nervosa. Eu estava tentando acalmar ela. Como minha mãe não tomou os remédios dela, ela começou a ter uma reação que eu não conhecia. Ela começou a ficar nervosa e disse que não podia ficar em local fechado porque tem claustrofobia", contou.
Ainda segundo filha, as luzes do estabelecimento foram apagadas por volta de 0h20. Ela afirmou que a mãe ficou desesperada com uma luz que permanecia piscando e, ao tentar desligar, chegou a danificar parte do equipamento. Stefany também relatou que bateu em uma das máquinas de lavar e na porta na tentativa de chamar a atenção de pessoas que pudessem ajudá-las.
A filha também disse que tentou contato com a empresa pelo chat de atendimento, mas recebeu respostas automáticas. Enquanto isso, familiares acionaram a polícia. Segundo Stefany, dois policiais chegaram ao endereço após receberem o chamado.
Segundo ela, os policiais tentaram acalmar as duas e foram até o prédio vizinho para localizar o responsável pelo estabelecimento. O síndico teria fornecido o contato do dono da franquia, que posteriormente foi ao local.
Stefany afirma que questionou o proprietário sobre o motivo dele não ter atendido aos chamados. Segundo ela, ele respondeu que havia cochilado. "Eu disse que ele tinha que cochilar quando a loja estivesse vazia. Isso é um descaso, uma negligência. Tem que ter um alarme informando que a hora já estava acabando, que estava fechando", afirmou.
A mulher também contestou a versão de que teria tentado extorquir o proprietário. Segundo ela, o único pedido inicial feito pela família foi o ressarcimento dos R$ 30 gastos com lavagem e secagem das roupas, valor que teria sido devolvido. "Eu não extorqui ninguém. Meu primo só pediu o ressarcimento dos R$ 30, porque é R$ 15 para lavar e R$ 15 para secar. E ele devolveu", disse.
Stefany afirmou ainda que a oferta de dois meses de utilização gratuita da lavanderia partiu do próprio proprietário. Ela disse que pediu que a proposta fosse formalizada por escrito.
Após o episódio, a mãe de Stefany teria apresentado pressão alta e precisado tomar medicamentos. De acordo com a filha, ela foi levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar e posteriormente transferida para a UPA da Frei Caneca. A família também solicitou o ressarcimento do valor gasto com o transporte por aplicativo utilizado para levá-la de volta para casa.
Stefany afirmou que ficou abalada com o episódio e que pretende apresentar os fatos à polícia. "Estou aqui na 5ª DP para mostrar os fatos. Estou muito assustada. Com os policiais, ele [o proprietário] estava com uma voz e depois ele mudou e foi arrogante quando a minha disse que perdeu um dia de trabalho".
A família também registrou uma reclamação no Reclame Aqui e informou que pretende procurar o Procon. Para Stefany, o episódio poderia ter sido evitado caso houvesse um sistema de aviso sobre o encerramento das atividades e alguém responsável pelo monitoramento da loja. "Ele foi negligente. A polícia teve que procurar ele pelo síndico para ele poder aparecer. Ele não foi solícito", afirmou.
Em entrevista ao DIA, Stefany contou que esteve na lavanderia com a mãe e percebeu que os equipamentos começaram a ser desligados antes das duas conseguirem deixar o estabelecimento. Segundo ela, primeiro a televisão foi desligada e, na sequência, o totem utilizado para pagamentos também parou de funcionar.
"23h38 foi o momento em que fiz o vídeo, onde estava fechando as portas de ferro. Começou a descer 0h02 e 0h09 trancou", relatou.
De acordo com Stefany, a mãe começou a passar mal depois que percebeu que estava presa. "Do nada, minha mãe começou a ficar nervosa. Eu estava tentando acalmar ela. Como minha mãe não tomou os remédios dela, ela começou a ter uma reação que eu não conhecia. Ela começou a ficar nervosa e disse que não podia ficar em local fechado porque tem claustrofobia", contou.
Ainda segundo filha, as luzes do estabelecimento foram apagadas por volta de 0h20. Ela afirmou que a mãe ficou desesperada com uma luz que permanecia piscando e, ao tentar desligar, chegou a danificar parte do equipamento. Stefany também relatou que bateu em uma das máquinas de lavar e na porta na tentativa de chamar a atenção de pessoas que pudessem ajudá-las.
A filha também disse que tentou contato com a empresa pelo chat de atendimento, mas recebeu respostas automáticas. Enquanto isso, familiares acionaram a polícia. Segundo Stefany, dois policiais chegaram ao endereço após receberem o chamado.
Segundo ela, os policiais tentaram acalmar as duas e foram até o prédio vizinho para localizar o responsável pelo estabelecimento. O síndico teria fornecido o contato do dono da franquia, que posteriormente foi ao local.
Stefany afirma que questionou o proprietário sobre o motivo dele não ter atendido aos chamados. Segundo ela, ele respondeu que havia cochilado. "Eu disse que ele tinha que cochilar quando a loja estivesse vazia. Isso é um descaso, uma negligência. Tem que ter um alarme informando que a hora já estava acabando, que estava fechando", afirmou.
A mulher também contestou a versão de que teria tentado extorquir o proprietário. Segundo ela, o único pedido inicial feito pela família foi o ressarcimento dos R$ 30 gastos com lavagem e secagem das roupas, valor que teria sido devolvido. "Eu não extorqui ninguém. Meu primo só pediu o ressarcimento dos R$ 30, porque é R$ 15 para lavar e R$ 15 para secar. E ele devolveu", disse.
Stefany afirmou ainda que a oferta de dois meses de utilização gratuita da lavanderia partiu do próprio proprietário. Ela disse que pediu que a proposta fosse formalizada por escrito.
Após o episódio, a mãe de Stefany teria apresentado pressão alta e precisado tomar medicamentos. De acordo com a filha, ela foi levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar e posteriormente transferida para a UPA da Frei Caneca. A família também solicitou o ressarcimento do valor gasto com o transporte por aplicativo utilizado para levá-la de volta para casa.
Stefany afirmou que ficou abalada com o episódio e que pretende apresentar os fatos à polícia. "Estou aqui na 5ª DP para mostrar os fatos. Estou muito assustada. Com os policiais, ele [o proprietário] estava com uma voz e depois ele mudou e foi arrogante quando a minha disse que perdeu um dia de trabalho".
A família também registrou uma reclamação no Reclame Aqui e informou que pretende procurar o Procon. Para Stefany, o episódio poderia ter sido evitado caso houvesse um sistema de aviso sobre o encerramento das atividades e alguém responsável pelo monitoramento da loja. "Ele foi negligente. A polícia teve que procurar ele pelo síndico para ele poder aparecer. Ele não foi solícito", afirmou.
De acordo com a Polícia Civil, o agentes realizam as diligências necessárias para apurar todos os fatos.
A reportagem tentou contato com a lavanderia por e-mail às 14h09. Até o momento não houve retorno.

