Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MP), os acusados atuavam uniformizados e em viaturas oficiais. Sob o pretexto de fazer fiscalizações, apontavam supostas irregularidades administrativas ou ambientais.
Em uma das abordagens, no dia 19 de agosto, os três policiais teriam exigido inicialmente R$ 300 mil para que uma empresa não fosse prejudicada. Diante da recusa, a cobrança foi reduzida para R$ 100 mil, divididos em três parcelas, além de um pagamento mensal de R$ 800. A investigação não identificou ordem de serviço, registro de ocorrência ou outra formalização da suposta fiscalização.
Naquele mesmo dia, a vítima transferiu R$ 25 mil para uma conta de um dos denunciados, que, segundo o Ministério Público, dava suporte financeiro ao grupo ao receber os valores cobrados dos comerciantes.

