João Batista Vieira dos Santos, apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, acabou preso na última quinta-feira (3), em Assunção, no Paraguai. Considerado foragido da Justiça, ele é investigado por atuação no braço financeiro da facção e por envolvimento em um roubo a instituição financeira na modalidade conhecida como "Novo Cangaço".
João Batista foi localizado em uma casa, com documentos falsos, durante uma ação conjunta da Polícia Nacional do Paraguai, da Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos, e das forças de segurança de Mato Grosso. Após a prisão, ele seguiu para a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde permanece detido.
Em fevereiro de 2023, o investigado já havia sido preso em Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, também por suspeita de uso de documentos falsos.
Fuga por túnel e raspadinhas ilegais
João Batista possui antecedentes criminais e, segundo as investigações, teria proximidade com integrantes da cúpula do Comando Vermelho (CV). Um dos inquéritos aponta ainda que ele teria recebido proteção de criminosos no Rio de Janeiro.
Em 2022, o nome do investigado apareceu em uma apuração sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros, construído a partir de uma casa em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado. De acordo com a Polícia Civil, a estrutura teria sido edificada com o objetivo de resgatar integrantes do CV que estavam presos na unidade.
João Batista também é investigado por uma suposta participação na administração financeira da facção, especialmente em um esquema conhecido como "Raspa Brasil Nacional".
Segundo a investigação, ele seria o coordenador estadual da atividade e teria participação na definição de diretrizes financeiras e na expansão do esquema em Mato Grosso. Ainda conforme os investigadores, João cobrava planilhas com informações sobre os estabelecimentos comerciais envolvidos, a quantidade de bilhetes distribuídos, os valores arrecadados e os percentuais destinados à organização.
Suspeita de laudos médicos falsos
A Polícia Civil investiga ainda se João Batista teria apresentado laudos médicos falsos para alegar doença mental e, dessa forma, obter medidas judiciais que evitassem a prisão.
Em uma decisão de janeiro de 2026, a Justiça de Mato Grosso apontou suspeitas de irregularidades nos documentos apresentados e determinou a suspensão das medidas ambulatoriais anteriormente impostas ao investigado.
Na decisão, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, afirmou que a expedição do mandado de prisão não se confundia com uma internação psiquiátrica e justificou a medida pela necessidade de garantir a aplicação da lei penal.
Segundo o magistrado, João Batista estava foragido, tinha um mandado de prisão vigente e era considerado de "elevada periculosidade social". A decisão também menciona o abandono do tratamento e "fundados indícios de simulação de doença mental".
A investigação sobre os documentos médicos e as demais suspeitas atribuídas a João Batista seguem sob apuração das autoridades.
Em fevereiro de 2023, o investigado já havia sido preso em Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, também por suspeita de uso de documentos falsos.
Fuga por túnel e raspadinhas ilegais
João Batista possui antecedentes criminais e, segundo as investigações, teria proximidade com integrantes da cúpula do Comando Vermelho (CV). Um dos inquéritos aponta ainda que ele teria recebido proteção de criminosos no Rio de Janeiro.
Em 2022, o nome do investigado apareceu em uma apuração sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros, construído a partir de uma casa em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado. De acordo com a Polícia Civil, a estrutura teria sido edificada com o objetivo de resgatar integrantes do CV que estavam presos na unidade.
João Batista também é investigado por uma suposta participação na administração financeira da facção, especialmente em um esquema conhecido como "Raspa Brasil Nacional".
Segundo a investigação, ele seria o coordenador estadual da atividade e teria participação na definição de diretrizes financeiras e na expansão do esquema em Mato Grosso. Ainda conforme os investigadores, João cobrava planilhas com informações sobre os estabelecimentos comerciais envolvidos, a quantidade de bilhetes distribuídos, os valores arrecadados e os percentuais destinados à organização.
Suspeita de laudos médicos falsos
A Polícia Civil investiga ainda se João Batista teria apresentado laudos médicos falsos para alegar doença mental e, dessa forma, obter medidas judiciais que evitassem a prisão.
Em uma decisão de janeiro de 2026, a Justiça de Mato Grosso apontou suspeitas de irregularidades nos documentos apresentados e determinou a suspensão das medidas ambulatoriais anteriormente impostas ao investigado.
Na decisão, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, afirmou que a expedição do mandado de prisão não se confundia com uma internação psiquiátrica e justificou a medida pela necessidade de garantir a aplicação da lei penal.
Segundo o magistrado, João Batista estava foragido, tinha um mandado de prisão vigente e era considerado de "elevada periculosidade social". A decisão também menciona o abandono do tratamento e "fundados indícios de simulação de doença mental".
A investigação sobre os documentos médicos e as demais suspeitas atribuídas a João Batista seguem sob apuração das autoridades.
A reportagem tenta contato com a defesa do preso desde às 15h30 de sábado (5). O espaço está aberto para manifestação.

