Rio - A Mocidade Independente de Padre Miguel escolheu, na madrugada deste domingo (6), o samba-enredo para o Carnaval 2027. A parceria campeã é assinada por Paulo César Feital, Alex Saraiça, Denilson do Rozário, André Russo, Carlinho da Chácara e Fábio Bueno. O enredo é "Latinamente Independente – Nosso norte é o Sul em Remanifesto", do carnavalesco Jack Vasconcelos.
A finalíssima, realizada na quadra da Avenida Brasil, contou com espaço externo batizado em homenagem ao conceito que inspira o próximo desfile. A programação foi marcada pela diversidade musical e pela junção de diferentes manifestações culturais, em sintonia com a proposta de valorização da identidade latino-americana.
Um dos destaques foi o encontro entre a Velha Guarda da Mocidade e a Velha Guarda da Mangueira, em uma celebração à história e à tradição do samba. O palco também recebeu nomes do rap, Jet Samba Black e a banda latina Saoko, além do Bonde das Maravilhas.
A festa teve, ainda, diversas opções gastronômicas vindas da Feira da Glória e da Feira da Rita, com pratos típicos de países latino-americanos.
Confira letra do samba da Mocidade 2027
Desperta pioneira
No verde da bandeira
OdéKomorodé me empresta o seu ofá
É hora!
Do hemisfério oprimido
Ter o mapa invertido pra Jurupari lutar
Choramos
Por tanto sangue derramado
Entre a fome do mercado e a fúria d'ambição
Pois eles são capatazes da alegria
Opressores da harmonia, carcereiros da ilusão
Latino em tua alma matarás
Os soberanos de alcatraz
Pero sin, perder lá ternura jamás!
Eu sonhei com Obatalá e Tupã lá no Orum
Caetés na Casa Branca, a Colombia e o Peru
Na soberania plena todos juntos somos um
Pindorama era o Quilombo dos saberes de Ogum
Os sabores do amor tem punhados de alegria
Preparados no calor da rebeldia
Peço, ao Norte não repita o amargor de tanta ausência,
No Brasil, meus companheiros são heróis da resistência
Atahualpa se uniu a Tupiara
E gritaram fortemente não assalte as terras raras
Sou de Tupã com ascendente em Pachamama
No suor que se derrama e na dor que se escancara
Independente, eu sou desobediente
Tenho molho e sangue quente e não faço concessão
Tome tenência e sossegue logo o facho
Que meu filho vire o mundo de cabeça para baixo
Toca o agueré, pra fazer revolução
Toca o agueré e respeita essa nação
O meu norte sempre foi, nossa pátria mãe gentil
Mocidade independente do Brasil
No verde da bandeira
OdéKomorodé me empresta o seu ofá
É hora!
Do hemisfério oprimido
Ter o mapa invertido pra Jurupari lutar
Choramos
Por tanto sangue derramado
Entre a fome do mercado e a fúria d'ambição
Pois eles são capatazes da alegria
Opressores da harmonia, carcereiros da ilusão
Latino em tua alma matarás
Os soberanos de alcatraz
Pero sin, perder lá ternura jamás!
Eu sonhei com Obatalá e Tupã lá no Orum
Caetés na Casa Branca, a Colombia e o Peru
Na soberania plena todos juntos somos um
Pindorama era o Quilombo dos saberes de Ogum
Os sabores do amor tem punhados de alegria
Preparados no calor da rebeldia
Peço, ao Norte não repita o amargor de tanta ausência,
No Brasil, meus companheiros são heróis da resistência
Atahualpa se uniu a Tupiara
E gritaram fortemente não assalte as terras raras
Sou de Tupã com ascendente em Pachamama
No suor que se derrama e na dor que se escancara
Independente, eu sou desobediente
Tenho molho e sangue quente e não faço concessão
Tome tenência e sossegue logo o facho
Que meu filho vire o mundo de cabeça para baixo
Toca o agueré, pra fazer revolução
Toca o agueré e respeita essa nação
O meu norte sempre foi, nossa pátria mãe gentil
Mocidade independente do Brasil

