A Polícia Civil paulista indiciou na quinta-feira, 17, dois suspeitos de envolvimento no ataque ao médico e ex-dirigente do São Paulo Futebol Clube Marco Aurélio Cunha, vítima da "gangue do quebra-vidro". Ele teve o celular roubado enquanto estava em um taxi na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste de São Paulo, no dia 12 de agosto.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que dois homens foram localizados, conduzidos à delegacia e indiciados. Um dos suspeitos foi liberado. O outro estava com dois celulares, sendo que um deles era furtado, e foi preso em flagrante.
A identidade dos investigados não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar suas defesas. O espaço segue aberto para manifestações.
O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptação de Cargas, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O celular de Cunha não foi localizado. As investigações prosseguem para identificar o receptador e recuperar o aparelho.
Em agosto, Cunha relatou o caso em um vídeo. Ele afirmou que estava no taxi quando o criminoso "deu um impacto violento no vidro" e levou seu celular.
"Eu voltava da Avenida Paulista para a minha casa em um táxi e, passando pela Doutor Arnaldo, na altura do metrô, um sujeito deu um impacto violento no vidro e arrancou o celular da minha mão", disse.
O médico afirmou que tentou correr atrás dos criminosos, mas caiu e quebrou cinco costelas.
"Na hora que ele puxou meu celular, saí correndo atrás. É errado, mas na hora você não pensa muito", disse. "Ele entrou na escada do metrô e caiu. Eu também caí na escada, bati o tórax e fiz um ferimento na cabeça. Foram cinco costelas fraturadas e um pneumotórax pequeno, que eu espero que reabsorva sem intervenção cirúrgica."
Nesta semana, o Estadão mostrou uma evolução no modus operandi dos assaltos da "gangues do quebra-vidro": se antes esse tipo de crime era praticado basicamente por criminosos a pé ou de bicicleta, agora os assaltantes agem em duplas e têm usado motocicletas para surpreender ainda mais vítimas e facilitar a fuga.
O secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, disse que, a partir desta semana, haverá reforço no patrulhamento para combater essa modalidade de crime, com a inclusão de dezenas de motocicletas da Polícia Militar nas ruas. Segundo Nico, os agentes vão atuar em dupla - enquanto um policial pilota a moto, o outro vai na garupa. O objetivo é ganhar agilidade nas abordagens.

