Barricadas são retiradas por PMs em operação no Fubá e Campinho

Com ajuda de retroescavadeiras e caminhões, agentes removeram lixeiras e pneus que bloqueavam diferentes vias das comunidades

Policias militares retiram barricadas da comunidade do Fubá, na Zona Norte do Rio
Policias militares retiram barricadas da comunidade do Fubá, na Zona Norte do Rio -
Policiais militares retiraram diversas barricadas criadas por criminosos durante uma operação, realizada na manhã desta quarta-feira (23), nas comunidades Fubá e Campinho, entre os bairros Cascadura, Quintino e Campinho, na Zona Norte do Rio.
Com o auxílio de retroescavadeiras e caminhões, agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) removeram lixeiras e pneus que bloqueavam diferentes vias das regiões, como as Ruas São Pedro, Souto e Iguaíba.
A utilização de barricadas é uma tática para impedir a livre circulação da população e, consequentemente, atrapalhar a atuação de policiais em comunidades. As equipes seguem nas localidades com o objetivo de retirar mais obstáculos.
De acordo com a Polícia Militar, a operação também visa desarticular ações criminosas, como a prática de cobranças ilícitas de serviços de internet e de TV a cabo.

Região marcada por conflitos

O Fubá e o Campinho são áreas que convivem com uma corriqueira disputa territorial entre facções. A primeira é dominada pelo Comando Vermelho e a segunda controlada pelo Terceiro Comando Puro.
Com os constantes conflitos, as forças de segurança do estado costumam realizar operações para combater a guerra entre as organizações criminosas. No último dia 11, agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) atuaram nas comunidades para coibir a disputa por territórios.
Durante patrulhamento na comunidade do Campinho, policiais foram atacados a tiros, e houve confronto. Um suspeito acabou sendo ferido, socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Ele estava com uma pistola e um rádio transmissor.
Em 26 de agosto, para atrapalhar uma ação da PM nas duas localidades, criminosos sequestraram 19 ônibus para utilizar como barricadas e bloquear trechos da Avenida Ernani Cardoso, entre Cascadura e Campinho, e da Rua Clarimundo de Melo, em Quintino. Ataques contra coletivos também aconteceram na Avenida Dom Hélder Câmara, na mesma região. Ao todo, cinco suspeitos foram presos e um morreu.
Dos 19 coletivos, 18 eram municipais. De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio (Rio Ônibus), 33 linhas, que passam na região, sofreram impactos na época. Os bloqueios ainda impactaram o serviço de BRT e o trânsito na Linha Amarela.
Caminhões da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) também foram utilizados pelos criminosos para bloqueios nas áreas.