A Polícia Civil investiga pelo menos dez denúncias de estupro e assédio sexual contra o policial penal Wilson Morães de Souza Neto, de 39 anos. Segundo os relatos, adolescentes e mulheres teriam sido abordadas pelo agente inicialmente por meio de aplicativos de mensagens. Em alguns casos, as vítimas chegaram a se encontrar pessoalmente com o policial.
Uma das mulheres registrou uma ocorrência na Delegacia da Mulher na segunda-feira (21). Ela contou que se encontrou com o policial em um shopping na Barra da Tijuca e teria sido vítima do golpe conhecido como "Boa Noite, Cinderela". Segundo o relato, ela acordou em um motel ao lado do agente.
O caso ganhou repercussão na última quinta-feira (17), quando um advogado contou nas redes sociais que a filha dele, de 12 anos, havia recebido mensagens de Wilson. Segundo o pai, o policial teria convidado a adolescente para encontrá-lo em uma escolinha de futevôlei, na Zona Sudoeste do Rio, e enviado mensagens de cunho sexual para ela.
No dia 8 de setembro, a Vara da Infância e da Juventude determinou medidas cautelares contra o policial. Entre elas, está a proibição de que ele se aproxime da adolescente a menos de 300 metros ou mantenha qualquer tipo de contato com ela. Segundo o advogado, que não terá o nome divulgado para preservar a adolescente envolvida, a filha está com medo de voltar às aulas de futevôlei e ficou bastante abalada com a situação.
Ao DIA, o advogado contou que, na sexta-feira (18), acompanhou quatro mulheres à delegacia para registrar denúncias de importunação sexual contra o policial. Segundo ele, as vítimas não se conhecem, mas relataram um modo de abordagem semelhante. "Ele mandava mensagens com fotos e vídeos se masturbando e apagava logo em seguida", afirmou.
Na segunda-feira (21), outras cinco mulheres, dentre elas, menores de idade, também registraram boletins de ocorrência contra o policial. Segundo o advogado, duas afirmaram ter sido estupradas pelo agente. O primeiro caso teria ocorrido há três anos, enquanto o mais recente, cerca de três meses atrás.
No dia 8 de setembro, a Vara da Infância e da Juventude determinou medidas cautelares contra o policial. Entre elas, está a proibição de que ele se aproxime da adolescente a menos de 300 metros ou mantenha qualquer tipo de contato com ela. Segundo o advogado, que não terá o nome divulgado para preservar a adolescente envolvida, a filha está com medo de voltar às aulas de futevôlei e ficou bastante abalada com a situação.
Ao DIA, o advogado contou que, na sexta-feira (18), acompanhou quatro mulheres à delegacia para registrar denúncias de importunação sexual contra o policial. Segundo ele, as vítimas não se conhecem, mas relataram um modo de abordagem semelhante. "Ele mandava mensagens com fotos e vídeos se masturbando e apagava logo em seguida", afirmou.
Na segunda-feira (21), outras cinco mulheres, dentre elas, menores de idade, também registraram boletins de ocorrência contra o policial. Segundo o advogado, duas afirmaram ter sido estupradas pelo agente. O primeiro caso teria ocorrido há três anos, enquanto o mais recente, cerca de três meses atrás.
Busca por Justiça
Há quase uma semana, um vídeo publicado nas redes sociais mostrou o pai da adolescente de 12 anos confrontando o policial por causa da abordagem feita à filha. Na gravação, o advogado apresenta a decisão judicial que determinou as medidas cautelares e pede que Wilson se mantenha afastado da adolescente.
Em suas redes sociais, ele também falou sobre o impacto do caso na família. "Eu estou sem dormir desde agosto, quando descobrimos. Desde então, eu durmo no máximo três horas por noite. Se você também foi vítima desse caso, me procure", afirmou.
Ainda segundo o advogado, ele recebeu pelo menos 35 mensagens de pessoas que relatam ter passado por situações semelhantes envolvendo o policial. De acordo com o profissional, porém, nem todas procuraram a polícia até o momento.
Em suas redes sociais, ele também falou sobre o impacto do caso na família. "Eu estou sem dormir desde agosto, quando descobrimos. Desde então, eu durmo no máximo três horas por noite. Se você também foi vítima desse caso, me procure", afirmou.
Ainda segundo o advogado, ele recebeu pelo menos 35 mensagens de pessoas que relatam ter passado por situações semelhantes envolvendo o policial. De acordo com o profissional, porém, nem todas procuraram a polícia até o momento.
Pai advogado confronta policial penal investigado após denúncias de estupro e assédio: 'Tu chamou a minha filha'
— Jornal O Dia (@jornalodia) September 23, 2026
Imagens: Reprodução / Redes Sociais pic.twitter.com/8d1B17z4uN
Polícia Penal abriu sindicância
A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou, em nota, que a Corregedoria da instituição abriu uma sindicância para apurar os fatos e avaliar as medidas administrativas cabíveis. A secretaria também afirmou que as diligências continuam.
"No âmbito criminal, a investigação está a cargo da Polícia Civil. A Seppen reforça que não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores", informou a pasta.
"No âmbito criminal, a investigação está a cargo da Polícia Civil. A Seppen reforça que não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores", informou a pasta.
A reportagem tenta contato com Wilson Morães de Souza Neto. O espaço está aberto para manifestação.

