Família pede apuração da PF em caso de brasileira encontrada morta em hotel na Croácia

A família de Kathlyn Izabel Becker, de 28 anos, pediu a atuação da Polícia Federal na apuração da morte da brasileira, encontrada morta em um quarto de hotel em Zagreb, na Croácia, em agosto deste ano. Segundo familiares, a jovem vinha sendo alvo de ameaças.

Natural de Ji-Paraná, em Rondônia, Kathlyn deixou o Brasil em 29 de abril para trabalhar no exterior, segundo a mãe, Geruza Becker. Ela passou inicialmente pela Sérvia e, depois, seguiu para a Croácia, onde pretendia permanecer por uma temporada. De acordo com Geruza, a jovem não morava no país.

"Ela me disse que o serviço da Sérvia não tinha dado certo. Estava muito preocupada, pois não sabia o que fazer", contou. Depois disso, a brasileira seguiu para Zagreb.

Segundo a família, a decisão de trabalhar no exterior tinha como objetivo melhorar a situação financeira dos pais. Entre os planos estava ajudar o pai, que sofre de osteomielite, a obter uma prótese.

Os familiares perderam contato com a jovem em agosto e procuraram a Embaixada do Brasil na Croácia. Na manhã de 28 de agosto, receberam uma ligação informando sobre a morte.

Segundo Geruza, a primeira informação recebida era de que a filha teria sofrido um ataque cardíaco. A causa, porém, permanece indeterminada. A certidão de óbito emitida em Zagreb registra o caso como de causa "não identificada".

A PF não detalhou informações sobre a apuração do caso e afirmou que "não comenta eventuais denúncias recebidas, tampouco se manifesta sobre a existência ou o andamento de apurações, procedimentos ou investigações em curso".

A família espera que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas e que uma eventual responsabilidade seja apurada. "Confio que a justiça será feita, caso minha filha não tenha morrido de morte natural", disse Geruza.

Kathlyn foi velada e sepultada no Cemitério da Saudade, em Ji-Paraná, no último dia 14, após uma campanha para arrecadar recursos que custearam o transporte do corpo.