Um suspeito morreu e outros oito foram presos em uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, na manhã deste sábado (26), na comunidade Corte Oito, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com as investigações, o grupo era responsável por uma série de roubos de veículos na região.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava principalmente nos municípios de Duque de Caxias e Belford Roxo. A investigação da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Baixada Fluminense (DRFA-BF) identificou que os criminosos, embora ligados à região da Caixa d’Água, em Belford Roxo, utilizavam a comunidade do Corte Oito como ponto de esconderijo e apoio.
Informações reunidas durante a apuração apontaram que a Corte Oito também era usada para manter contato com outros criminosos envolvidos em roubos, tráfico de drogas e desmanche de veículos.
Com os elementos reunidos ao longo da investigação, as equipes foram até a comunidade para localizar os suspeitos e interromper a atuação do grupo. Durante as diligências, os agentes prenderam três principais alvos, que não tiveram as identidades reveladas.
Um dos alvos é apontado pelas investigações como um dos maiores articuladores de roubos de veículos na Baixada. Ele atuava na logística da atividade criminosa, desde do roubo dos automóveis até a destinação para desmanche, e possui envolvimento em mais de 20 casos.
No decorrer da operação, os policiais flagraram um tráfico de drogas, o que resultou na prisão de outras cinco pessoas. Na delegacia, os investigadores identificaram o envolvimento do quinteto nos roubos de veículos.
Ainda durante a ação, um suspeito morreu depois de ser baleado em um confronto com as equipes. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
Os agentes ainda apreenderam grande quantidade de drogas, duas pistolas, carregadores, um simulacro de arma de fogo, quatro motocicletas e dois carros.
Ação em Magé
Nesta sexta-feira (25), policiais civis prenderam, em flagrante, uma mulher apontada como responsável por abordar motoristas de aplicativo e comunicá-los sobre a proibição de circulação em comunidades de Magé, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, ela cumpria ordens do Comando Vermelho.
De acordo com apurações da 65ª DP (Magé), informações de inteligência apontaram que motoristas vinham sendo rotineiramente abordados e intimidados a interromper o desembarque de passageiros em localidades controladas pela facção. A proibição da atuação seria uma forma de impor a utilização do serviço prestado por mototaxistas vinculados ao tráfico.
Ela foi detida em Magé e autuada em flagrante pelos crimes de extorsão majorada pelo concurso de pessoas e associação para o tráfico de drogas.

