Obras de revitalização da Feira de São Cristóvão têm início

Reformas vão promover melhorias na estrutura de todo o espaço, incluindo fachada, banheiros e acessibilidade

Prefeitura do Rio inicia obra de revitalização do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão
Prefeitura do Rio inicia obra de revitalização do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão -
As obras de revitalização do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecida como Feira de São Cristóvão, tiveram início nesta terça-feira (29). Com o projeto desenvolvido pela Empresa Municipal de Urbanização - Rio-Urbe, as obras serão realizadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura com investimento de R$ 10,7 milhões.
As intervenções abrangem serviços de reforma na estrutura das paredes e lajes do pavilhão, além de impermeabilização, pintura e implantação de sistema de para-raio. A fachada e o letreiro serão recuperados, assim como haverá a reforma dos banheiros com acessibilidade e do espaço administrativo. O projeto inclui ainda melhorias nas redes do sistema de esgoto e no depósito de lixo, garantindo a gestão de resíduos sólidos.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, esteve presente no início das obras e falou sobre a importância da reforma para a cidade. "Hoje é o primeiro passo, é a pedra fundamental. Mas, ao longo da construção dessa nova Feira de São Cristóvão, a mudança mais profunda não vai ser feita de concreto e nem de aço. Vai ser feita na governança. A Prefeitura do Rio vai entregar, nas mãos de cada um dos comerciantes, artistas, feirantes, o poder sobre as suas próprias vidas, que é o que eles mais desejam aqui", disse. 
O Pavilhão de São Cristóvão é um bem tombado por sua importância histórica, turística e cultural, e abrange uma área de mais de 31 mil metros quadrados. A Feira de São Cristóvão tornou-se referência na representação da cultura nordestina na cidade e ponto turístico que atrai visitantes o ano inteiro.
O gestor da Feira de São Cristóvão, Pedro Porto destacou o potencial econômico do espaço. "A Feira de São Cristóvão, um projeto que nasceu orgânico, autônomo, do povo do nordestino, é celebrada nesses 81 anos com a reconfiguração e o resgate desse equipamento. Esse lugar tem um potencial enorme de ser um espaço de economia criativa, um espaço para a comunidade nordestina matar a saudade de casa. O cuidado da Feira de São Cristóvão impacta diretamente em mobilidade urbana, segurança pública, cultura e cidadania, para o bairro de São Cristóvão e para a cidade do Rio de Janeiro", disse Porto.

Marco da arquitetura moderna brasileira, projetado por Sergio Bernardes, o Pavilhão de São Cristóvão foi inaugurado em 1962, e concebido para abrigar a Exposição Internacional de Indústria e Comércio durante o Governo Juscelino Kubitschek. Em 2003, o espaço passou a receber a feira nordestina, que funcionava do lado de fora do pavilhão, no estacionamento em volta do Campo de São Cristóvão.

Elisabeth Oliveira, dona da barraca Xique-xique e viúva de Agamenom de Almeida, líder histórico dos barraqueiros, estava comemorou o início das obras: "É lindo estar vivendo isso aqui hoje. A união é tudo. A estrutura hoje está muito danificada e a obra vai melhorar para todo mundo. Todos os feirantes e todo o público vão ganhar com a melhoria", disse.