Eleitores ouvidos pelo MH neste domingo de eleições (4) apontaram diferentes prioridades para o estado do Rio. Educação, saúde, segurança e o combate à corrupção apareceram entre as principais preocupações dos entrevistados, que, apesar de escolhas políticas distintas, compartilham da expectativa por melhorias que possam fazer diferença no dia a dia da população.
No Instituto Cultural Amendoeira, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, o médico Guilherme Silva, de 33 anos, criticou o histórico de corrupção na política estadual e defendeu uma mudança na condução do governo. Ele compareceu ao local com uma camisa do presidente Lula.
"Eu acho que o Rio de Janeiro precisa melhorar esse histórico da corrupção do governo do estado. Não é possível que no nosso histórico todos os últimos governadores, tirando a Benedita, foram presos. Então, a gente tem que tentar mudar esse histórico, principalmente em relação aos últimos governos, sempre de direita, sempre do PL, sempre de governos que estão presos, envolvidos em corrupção. Então a gente tem que votar tentando mudar essa história pra ver se melhora", destacou.
Já a babá Juliana Vieira, 41 anos, vestida com uma camisa do Brasil e apoiadora da direita, destacou a presença de Deus ao falar sobre as necessidades que o estado precisa.
"Primeiramente o estado precisa de Deus, de Jesus Cristo. E segundo, de consciência, na verdade. Porque não adianta votar por interesse ou por benefícios que o governo nos dá. A gente tá precisando votar com consciência para um Rio de Janeiro melhor", afirmou.
Também apoiadora da esquerda, a professora Glauciane da Silva Cardoso, de 45 anos, apontou educação e saúde como as áreas mais urgentes a serem melhoradas no estado.
"A gente escuta falar do sucateamento das escolas, falta de merenda, porta caindo, é calor, rede elétrica, é fio sendo roubado... A gente escuta falar da fila do Sisreg toda vez, uma fila que nunca anda. Acho que também o transporte é precário, porque eu assisto muito jornal, aí tem lugares lá da Zona Norte que tem uma linha só, a linha some. Tem também falta infraestrutura. A gente tem problema em todas as áreas, né? Segurança pública também deixa a desejar, porque o tráfico e a milícia são uma realidade. Enfim, eu acho que precisa de muita coisa, mas eu acho que assim, se for pensar num ponto urgente, eu acho que educação e saúde é o pior", frisou.
A segurança também apareceu entre as principais preocupações dos eleitores, principalmente dos apoiadores de direita. Como foi o caso do militar Hildo Ferreira, de 38 anos, que também esteve no local acompanhado da mulher e da filha. Os três usavam camisas amarelas. Para ele, as eleições são uma forma de participar das decisões que vão impactar a sociedade.
"A gente vai eleger alguém que a gente não goste? Não, tem que ter um propósito ou pensamento parecido com o nosso, para não acabar trazendo alguma dificuldade ou alguma falta de coerência com as nossas atitudes no futuro. E o que o Rio mais precisa é melhorar a segurança pública", acrescentou.


