Até R$ 40 bilhões por ano podem deixar de ser gastos pelos brasileiros em apostas online, as chamadas bets, com o veto anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 25. O cálculo considera a receita bruta anual das empresas de apostas que estavam autorizadas a operar no país, valor que, na outra ponta, representa o dinheiro perdido pelos apostadores. O levantamento foi publicado pelo jornal "Folha de S. Paulo".
Com a interrupção do fluxo das casas de apostas, a renda dedicada às bets tende a ser redirecionada para outros segmentos, como consumo, poupança ou pagamento de dívidas, segundo agentes do mercado financeiro que acompanham este indicador. A conta, no entanto, não leva em consideração a potencial mudança para sites ilegais de jogos de azar.
Segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, no primeiro semestre de 2026 o mercado de apostas de quota fixa teve um GGR (Gross Gaming Revenue, o faturamento bruto do setor) de R$ 20,2 bilhões.
No período, 84 operadoras estavam autorizadas a atuar no país e 196 marcas comerciais permaneciam ativas. Tornando o indicador anual, seriam R$ 40,4 bilhões que poderiam ser destinados para outras atividades.
Ao dia, a perda líquida das famílias com bets chegava a R$ 110 milhões. Por semana, eram cerca de R$ 770 milhões.
De acordo com os dados, os homens eram os que mais jogavam nas bets nos primeiros seis meses de 2026: 68,84%. Além disso, a maior parte dos apostadores, 29,07%, tinha entre 31 e 40 anos.
Antes da medida provisória (MP) que proibiu a operação das casas de apostas online no Brasil, as bets movimentavam aproximadamente R$ 600 milhões por dia. Agora, este valor é nulo.
Nos dias seguintes à proibição, o número de transações realizadas por Pix caiu 10%, segundo o Banco Central (BC). Os dados consideram as operações liquidadas pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), mas os números, isoladamente, não permitem estabelecer uma relação direta entre a redução das transações e a proibição das apostas.
As plataformas saíram do ar nesta terça-feira (6). Os apostadores tiveram até segunda-feira (5) para retirar voluntariamente os saldos dos sites e aplicativos das casas de jogos de azar. A data também marcou o fim do prazo para retirada do material publicitário e de patrocínios veiculados tanto em meio digital quanto físico.
A MP foi publicada poucos dias antes do primeiro turno das Eleições 2026, que aconteceu neste domingo (2). Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, publicada na última quinta-feira (1º), 78% dos eleitores brasileiros são favoráveis à proibição das apostas esportivas online, enquanto 18% são contrários e 4% não souberam responder.
Com a interrupção do fluxo das casas de apostas, a renda dedicada às bets tende a ser redirecionada para outros segmentos, como consumo, poupança ou pagamento de dívidas, segundo agentes do mercado financeiro que acompanham este indicador. A conta, no entanto, não leva em consideração a potencial mudança para sites ilegais de jogos de azar.
Segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, no primeiro semestre de 2026 o mercado de apostas de quota fixa teve um GGR (Gross Gaming Revenue, o faturamento bruto do setor) de R$ 20,2 bilhões.
No período, 84 operadoras estavam autorizadas a atuar no país e 196 marcas comerciais permaneciam ativas. Tornando o indicador anual, seriam R$ 40,4 bilhões que poderiam ser destinados para outras atividades.
Ao dia, a perda líquida das famílias com bets chegava a R$ 110 milhões. Por semana, eram cerca de R$ 770 milhões.
De acordo com os dados, os homens eram os que mais jogavam nas bets nos primeiros seis meses de 2026: 68,84%. Além disso, a maior parte dos apostadores, 29,07%, tinha entre 31 e 40 anos.
Antes da medida provisória (MP) que proibiu a operação das casas de apostas online no Brasil, as bets movimentavam aproximadamente R$ 600 milhões por dia. Agora, este valor é nulo.
Nos dias seguintes à proibição, o número de transações realizadas por Pix caiu 10%, segundo o Banco Central (BC). Os dados consideram as operações liquidadas pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), mas os números, isoladamente, não permitem estabelecer uma relação direta entre a redução das transações e a proibição das apostas.
As plataformas saíram do ar nesta terça-feira (6). Os apostadores tiveram até segunda-feira (5) para retirar voluntariamente os saldos dos sites e aplicativos das casas de jogos de azar. A data também marcou o fim do prazo para retirada do material publicitário e de patrocínios veiculados tanto em meio digital quanto físico.
A MP foi publicada poucos dias antes do primeiro turno das Eleições 2026, que aconteceu neste domingo (2). Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, publicada na última quinta-feira (1º), 78% dos eleitores brasileiros são favoráveis à proibição das apostas esportivas online, enquanto 18% são contrários e 4% não souberam responder.

