O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realiza, neste sábado (10), às 15h, a retotalização dos votos das eleições 2026 para o cargo de governador do estado. O procedimento, conduzido pelo presidente da Corte, desembargador Claudio de Mello Tavares, ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter, na quinta-feira (8), o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e determinar a anulação dos 274.411 votos recebidos pelo ex-governador no primeiro turno.
A sessão será realizada no auditório do Palácio da Democracia, sede do TRE-RJ, e poderá definir a eleição de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno, sem a necessidade de uma nova etapa da disputa contra Eduardo Paes (PSD). A proclamação oficial do resultado depende da conclusão dos procedimentos da Justiça Eleitoral.
A retotalização consiste na atualização do resultado de um pleito após decisões judiciais que modificam a situação de candidatos, partidos, coligações ou federações. O procedimento não altera os números registrados nas urnas. A mudança ocorre no cálculo dos votos considerados válidos, conforme as determinações judiciais.
Na apuração inicial, Ruas terminou à frente, com 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos válidos. Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, correspondentes a 3,17% do total.
Com a retirada dos votos do candidato do Republicanos da base de cálculo, o percentual de Ruas ultrapassaria a marca de 50%, patamar necessário para a eleição ao governo estadual em primeiro turno. A proporção de Paes também aumentaria, sem que houvesse qualquer alteração na quantidade de votos recebidos por cada um nas urnas.
A situação de Garotinho foi analisada pelo plenário do TSE na quinta-feira. Por cinco votos a dois, os ministros mantiveram o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador, que estava inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa. Com a decisão, os votos recebidos por ele deverão ser desconsiderados na definição do resultado final.
Antes do julgamento definitivo, os votos de Garotinho apareciam nos sistemas da Justiça Eleitoral como anulados sub judice, identificação utilizada quando a candidatura está indeferida, mas ainda depende de análise judicial. A decisão do TSE determinou a retirada definitiva desses números do cálculo dos votos válidos.
A definição provocou reações distintas entre os dois candidatos que lideraram a disputa. Ruas comemorou a decisão e começou a traçar planos para o governo estadual. Já Paes afirmou respeitar o entendimento da Justiça, mas criticou a ausência de segundo turno, argumentando que a maioria dos eleitores fluminenses havia escolhido uma nova etapa da disputa.
A coligação ligada ao candidato do PSD recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos da decisão do TSE e garantir a realização do segundo turno. O ministro Cristiano Zanin, no entanto, rejeitou o pedido na quinta-feira, por entender que a ação foi apresentada antes da etapa recursal necessária no próprio tribunal eleitoral.
Com isso, a retotalização prevista para este sábado permanece como etapa central para a definição oficial do resultado da eleição para o governo do Rio. O procedimento deverá aplicar os efeitos da decisão judicial à apuração já realizada e estabelecer a nova distribuição percentual dos votos válidos.
A sessão será realizada no auditório do Palácio da Democracia, sede do TRE-RJ, e poderá definir a eleição de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno, sem a necessidade de uma nova etapa da disputa contra Eduardo Paes (PSD). A proclamação oficial do resultado depende da conclusão dos procedimentos da Justiça Eleitoral.
A retotalização consiste na atualização do resultado de um pleito após decisões judiciais que modificam a situação de candidatos, partidos, coligações ou federações. O procedimento não altera os números registrados nas urnas. A mudança ocorre no cálculo dos votos considerados válidos, conforme as determinações judiciais.
Na apuração inicial, Ruas terminou à frente, com 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos válidos. Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, correspondentes a 3,17% do total.
Com a retirada dos votos do candidato do Republicanos da base de cálculo, o percentual de Ruas ultrapassaria a marca de 50%, patamar necessário para a eleição ao governo estadual em primeiro turno. A proporção de Paes também aumentaria, sem que houvesse qualquer alteração na quantidade de votos recebidos por cada um nas urnas.
A situação de Garotinho foi analisada pelo plenário do TSE na quinta-feira. Por cinco votos a dois, os ministros mantiveram o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador, que estava inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa. Com a decisão, os votos recebidos por ele deverão ser desconsiderados na definição do resultado final.
Antes do julgamento definitivo, os votos de Garotinho apareciam nos sistemas da Justiça Eleitoral como anulados sub judice, identificação utilizada quando a candidatura está indeferida, mas ainda depende de análise judicial. A decisão do TSE determinou a retirada definitiva desses números do cálculo dos votos válidos.
A definição provocou reações distintas entre os dois candidatos que lideraram a disputa. Ruas comemorou a decisão e começou a traçar planos para o governo estadual. Já Paes afirmou respeitar o entendimento da Justiça, mas criticou a ausência de segundo turno, argumentando que a maioria dos eleitores fluminenses havia escolhido uma nova etapa da disputa.
A coligação ligada ao candidato do PSD recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos da decisão do TSE e garantir a realização do segundo turno. O ministro Cristiano Zanin, no entanto, rejeitou o pedido na quinta-feira, por entender que a ação foi apresentada antes da etapa recursal necessária no próprio tribunal eleitoral.
Com isso, a retotalização prevista para este sábado permanece como etapa central para a definição oficial do resultado da eleição para o governo do Rio. O procedimento deverá aplicar os efeitos da decisão judicial à apuração já realizada e estabelecer a nova distribuição percentual dos votos válidos.

