Apontado pela Polícia Civil como líder de uma organização criminosa investigada por exploração sexual de crianças e adolescentes, L.A.M.S acabou preso neste sábado (10), na Gávea, na Zona Sul do Rio. Já A.O.M foi detida em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante a segunda fase de uma operação sobre o esquema. Segundo investigações, as vítimas têm entre 10 e 16 anos.
De acordo com a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), o homem é servidor público, trabalha como cozinheiro em uma escola e é suspeito de atuar no agenciamento das vítimas e na articulação do grupo. Os envolvidos utilizavam aplicativos de mensagens para oferecer crianças e adolescentes de ambos os sexos em troca de dinheiro e benefícios materiais, como celulares e financiamento de eventos.
As apurações também indicam que a organização promovia festas nas quais ocorreriam abusos sexuais. Entre os episódios investigados estão casos envolvendo bebês de apenas cinco meses de idade.
As apurações também indicam que a organização promovia festas nas quais ocorreriam abusos sexuais. Entre os episódios investigados estão casos envolvendo bebês de apenas cinco meses de idade.
Investigação apura participação de mães
A operação é um desdobramento de uma primeira etapa que teve como alvo um advogado. A partir das diligências, os investigadores identificaram uma rede estruturada e passaram a apurar a participação de outras pessoas no esquema.
Segundo a Polícia Civil, também é investigada a suspeita de que mães entregavam as próprias filhas para exploração sexual em troca de pagamentos, submetendo as meninas à prostituição.
Os suspeitos foram encaminhados à delegacia e responderão, segundo a corporação, por estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e produção de material pornográfico infantil.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização e pessoas que teriam consumido os serviços oferecidos pelo grupo.
Segundo a Polícia Civil, também é investigada a suspeita de que mães entregavam as próprias filhas para exploração sexual em troca de pagamentos, submetendo as meninas à prostituição.
Os suspeitos foram encaminhados à delegacia e responderão, segundo a corporação, por estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e produção de material pornográfico infantil.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização e pessoas que teriam consumido os serviços oferecidos pelo grupo.
A reportagem de O Dia não localizou a defesa dos suspeitos. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Karilayn Areias

