A companhia aérea Azul abriu uma investigação interna para esclarecer as circunstâncias da decolagem de um avião Embraer E195-E2 que percorreu boa parte da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, antes de levantar voo.
Na tarde do último domingo, 11, a aeronave sobrevoou em baixa altitude o sistema Engineered Materials Arresting System (EMAS), instalado no final da pista para auxiliar os aviões que ultrapassem os limites da área de pouso e decolagem.
O voo AD4797, com destino a Belo Horizonte (MG), em condições normais, já deveria estar no ar antes de chegar nesse trecho.
Em nota, a companhia afirmou que opera de acordo com padrões nacionais e internacionais de segurança, que classifica como seu valor primordial.
Como funciona o sistema EMAS?
Desde 2022, o Aeroporto de Congonhas conta com sistema EMAS de segurança para impedir que aviões ultrapassem o limite da pista. É uma área de escape de 70 metros de comprimento por 45 metros de largura em uma das cabeceiras, que chama a atenção de quem passa pela Avenida dos Bandeirantes.
A tecnologia Engineered Material Arresting System consiste na instalação de blocos de concreto que se deformam e freiam o avião caso, em situação de emergência, uma aeronave saia do limite da pista. Congonhas foi o primeiro aeroporto da América Latina a contar com a tecnologia, comum em Estados Unidos, Europa e Ásia.

