PF prende deputado do Rio por suspeita de esquema de lavagem em rede de combustíveis

A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira, 15, uma nova fase de investigação sobre um esquema de lavagem de dinheiro com postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Na operação, foi preso o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), segundo mais votado do Rio.

A ação também cumpriu prisão do ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim.

As defesas deles não haviam se manifestado até o fechamento deste texto, com espaço seguindo aberto para posicionamento.

Trata-se da oitava fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Em nota, a PF diz que esse foi um dos temas tratados na reunião da cúpula da corporação com o ministro no último dia 6 de outubro.

Também foi determinada a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, das quais 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar recursos de origem supostamente criminosa.

Canella, que também já foi prefeito de Belford Roxo, chegou a ser preso em flagrante na fase passada da operação porque a PF encontrou com ele um fuzil de calibre restrito. Na época, ele cogitava se lançar candidato ao Senado, mas desistiu por causa da operação e resolveu disputar a Assembleia Legislativa do Rio.

A ação cumpre seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Entre os alvos estão policiais civis.

De acordo com as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.